abril 4, 2026
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04/04/2026

Nova atualização do Minha Casa, Minha Vida amplia limites de renda e valores de imóveis financiados

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou recentemente o aumento dos limites de renda familiar e dos valores máximos de imóveis financiados na modalidade habitacional Minha Casa, Minha Vida. A medida, que entrará em vigor após publicação no Diário Oficial da União, visa ampliar o acesso ao programa e atualizar as faixas de financiamento, acompanhando a valorização do mercado imobiliário.

As novas configurações elevam os limites de renda em cada faixa, permitindo que mais famílias tenham acesso aos recursos do programa. A Faixa 1 agora atende residentes com renda de até R$ 3.200, enquanto a Faixa 2 passa a considerar rendimentos de até R$ 5.000. Para a Faixa 3, o limite subiu para R$ 9.600, e na Faixa 4, voltada à classe média, a renda máxima foi ampliada para R$ 13 mil. Além disso, os tetos de valor dos imóveis financiados também foram reajustados: na Faixa 3, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na Faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ), João Eduardo Corrêa, as mudanças representam um avanço importante para o setor habitacional. Ele destaca que a atualização dos limites de renda e de valor dos imóveis responde à valorização do mercado imobiliário e à inflação dos últimos anos. Para ele, essas alterações facilitam o acesso ao crédito, ampliando a inclusão de famílias no programa e estimulando a produção imobiliária.

Corrêa também reforça que o impacto positivo se reflete na qualidade dos imóveis acessíveis, além de contribuírem para a liquidez do mercado e o vigor do setor de construção civil. A ampliação do alcance ao segmento de classe média, especialmente com o aumento na Faixa 4, torna o programa ainda mais relevante. Contudo, ele pontua que o efeito completo dessas medidas dependerá do cenário econômico, incluindo menor volatilidade das taxas de juros e maior capacidade de crédito.

Entre as novidades, os limites de renda nas faixas foram elevados: na Faixa 1, o teto subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200, com possibilidade de subsídios que podem chegar a 95% do valor do imóvel. Na Faixa 2, o limite foi ampliado de R$ 4.700 para R$ 5.000, com juros reduzidos e subsídios de até R$ 55 mil. A Faixa 3 agora permite rendimentos de até R$ 9.600, sem subsídio direto, com taxas de juros competitivas. Por fim, a Faixa 4 engloba famílias com renda de até R$ 13 mil, com juros estimados em cerca de 10,5% ao ano.


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