Uma pequena ilha situada a aproximadamente dois quilômetros da costa do Rio de Janeiro, entre a Praia Vermelha e a Pedra do Leme, desponta como uma área de relevância ecológica e potencial turístico controlado. A Ilha de Cotunduba, com cerca de 60 metros de altura, apresenta um cenário de grande beleza natural e uma biodiversidade pouco explorada, sendo objeto de estudos e ações de preservação ambiental.
Localizada na entrada da Baía de Guanabara, a ilha oferece uma vista privilegiada de pontos turísticos icônicos, como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Apesar de sua proximidade com regiões movimentadas, mantém uma presença discreta na paisagem, sendo muitas vezes confundida com o entorno.
A geografia da Cotunduba combina áreas de vegetação densa com formações rochosas que abrigam piscinas naturais de água salgada, acessíveis tanto no topo quanto na base. Estes ambientes abrigam uma variedade de espécies marinhas, incluindo peixes, ouriços e caranguejos, formando um ecossistema de grande potencial científico e conservação.
Desde 1995, a ilha integra a Área de Proteção Ambiental do Morro do Leme, Urubu e Ilha de Cotunduba. Em 2022, foi incluída no Santuário Marinho da Paisagem Carioca, reforçando sua classificação como área de uso restrito, com foco na proteção da fauna e flora marinhas. A iniciativa visa ampliar o conhecimento público sobre o valor ecológico do local e fortalecer as ações de conservação.
O acesso à ilha, embora controlado, ainda é possível por meio de embarcações ou atividades náuticas, como caiaque, stand up paddle e canoagem, partindo normalmente da Praia Vermelha. Essas atividades proporcionam aos praticantes uma experiência que combina o contato com a natureza a a prática esportiva.
Recentes pesquisas na região, conduzidas por projetos como a Expedição Águas Urbanas, têm contribuído para o entendimento da biodiversidade local e para o monitoramento do equilíbrio ecológico na Baía de Guanabara. No entanto, especialistas alertam para ameaças contínuas, como a poluição, o tráfego marítimo intenso e a presença de resíduos plásticos, incluindo microplásticos encontrados em organismos marinhos.
A preservação da área depende, em grande medida, do fortalecimento da conscientização ambiental entre o público. Os estudiosos destacam que, apesar da aparente simplicidade do ambiente externo, a riqueza da vida submersa é vasta e muitas vezes invisível. Assim, ações de sensibilização continuam sendo essenciais para a conservação desse ecossistema pouco conhecido, mas de grande importância para o litoral carioca.
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