maio 2, 2026
maio 2, 2026
02/05/2026

Câmara analisa inclusão da imunoterapia no SUS para tratar câncer de forma mais eficaz

A Câmara dos Deputados está atualmente analisando a proposta de incluir a imunoterapia como tratamento padrão no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto de lei 5874/2025 visa modificar a Lei Orgânica da Saúde, buscando ampliar o acesso a essa tecnologia para pacientes oncológicos em todo o país.

A imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico dos pacientes a reconhecer e eliminar células cancerígenas. Diferente da quimioterapia, esse método preserva as células saudáveis, sendo considerado menos invasivo. Após diversos estudos internacionais, sua eficácia tem sido confirmada em diferentes tipos de tumores avançados, e sua incorporação ao SUS poderia oferecer esperança a milhões de brasileiros.

A proposta amplia o uso da terapia no sistema público de saúde, buscando oferecer uma alternativa mais eficiente e menos agressiva no combate ao câncer. No entanto, a implementação enfrenta dificuldades financeiras, especialmente pelo alto custo dos medicamentos biológicos, exigindo planejamento financeiro cuidadoso por parte do Ministério da Saúde. Estimativas indicam que, nos próximos dez anos, o investimento necessário poderá alcançar valores bilionários, devido à necessidade de adquirir novos medicamentos e ampliar o acesso.

Entre os benefícios previstos para os pacientes, destacam-se a potencial redução da mortalidade, o menor impacto dos efeitos colaterais e a possibilidade de tratamento para quem não responde às terapias tradicionais. A legislação também garante que a inovação seja disponibilizada em todas as regiões do Brasil, promovendo maior equidade no acesso às tecnologias médicas.

Caso aprovada, a legislação deverá promover mudanças na Lei Orgânica da Saúde, incluindo dispositivos que obrigam a atualização periódica da relação de medicamentos básicos e estabelecendo critérios de transparência para a incorporação de novas tecnologias, fundamentados em evidências científicas sólidas. Além disso, prevê a inserção de mecanismos que assegurem o acompanhamento contínuo da inovação tecnológica no país.

Atualmente, o projeto aguarda votação nas comissões de seguridade social e de finanças do Congresso Nacional, e, posteriormente, será submetido à apreciação em regime de urgência no plenário. A sanção presidencial é o passo final para que as mudanças propostas possam passar a orientar o sistema de saúde público brasileiro. A tramitação conta com o provável apoio de entidades médicas, que consideram a medida uma estratégia importante para ampliar o acesso a tratamentos mais eficazes no combate ao câncer.


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