Um novo dispositivo de proteção pessoal para mulheres foi lançado nas farmácias de Niterói, marcarando a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro a disponibilizar oficialmente o produto. Trata-se de um spray de defesa não letal, destinado ao uso individual em situações de risco.
O produto, em formato de espuma, foi desenvolvido para atuar como medida de autodefesa. Quando ativado, provoca uma forte sensação de queimação nos olhos, lacrimejamento intenso e desorientação temporária, permitindo que a vítima se afaste do agressor com mais facilidade. A formulação em espuma visa diminuir o risco de atingir terceiros próximos ao usuário.
A comercialização do spray já está disponível em redes de farmácias locais, incluindo estabelecimentos de grande circulação como Preço Popular, Ocean Farma e Ultrafarma. Os primeiros lotes chegaram às lojas após acordo com a fabricante, seguindo as determinações estabelecidas pela Lei nº 11.025/2025, sancionada pelo governo do estado.
A iniciativa foi promovida pela deputada Sarah Poncio, autora da legislação, que explica que a medida visa oferecer às mulheres uma ferramenta de proteção rápida e acessível, sobretudo em momentos em que a intervenção do Estado pode não ser imediata. Ela destacou que o objetivo não é incentivar o confronto, mas assegurar uma alternativa segura em circunstâncias de perigo extremo.
Segundo a parlamentar, a proposta também reforça estratégias de prevenção e tem o potencial de ampliar seu alcance para outras cidades da região nos próximos meses. A expectativa é que a venda do spray aumente, contribuindo para a sensação de maior segurança entre as mulheres, mesmo diante de índices de violência relativamente baixos na localidade.
Em relação à legalidade, o uso do spray de defesa pessoal é permitido desde que sejam respeitadas as normas vigentes. O formato em espuma, no caso do produto comercializado em Niterói, foi criado para diminuir riscos a terceiros, facilitar o uso em ambientes urbanos e possibilitar uma fuga rápida na presença de ameaças. Especialistas orientam que a aplicação deve ocorrer exclusivamente em defesa própria, sempre priorizando a segurança e evitando conflitos desnecessários.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



