O auxílio-inclusão é um benefício do INSS destinado a promover a transição de pessoas com deficiência, beneficiárias do BPC ou aposentadoria por invalidez, para o mercado de trabalho formal. Ele fornece uma complementação financeira para quem opta por retornar ao trabalho, garantindo uma renda adicional durante esse processo.
Para ter direito ao benefício, o solicitante precisa estar recebendo regularmente o Benefício de Prestação Continuada ou aposentadoria por invalidez. A pessoa deve retornar ao mercado de trabalho em uma função com remuneração de até dois salários mínimos, e sua deficiência deve ser classificada como moderada ou grave, conforme avaliação médica federal do INSS. O objetivo é assegurar que a transição laboral não implique a perda total do benefício assistencial até o ano de 2026.
O valor do auxílio-inclusão corresponde a 50% do benefício assistencial recebido pelo segurado. Esse suporte adicional visa ajudar nas despesas relacionadas à adaptação ao novo emprego, incluindo transporte e outros custos logísticos. Os valores atualizados seguem a tabela com base no piso nacional vigente, destinados aos beneficiários que buscam retomar suas atividades laborais.
A continuidade do recebimento do auxílio depende de condições específicas. É necessário que o beneficiário mantenha inscrição atualizada no Cadastro Único, tenha a deficiência comprovada por laudo médico recente e esteja empregado formalmente, sem remuneração que ultrapasse o limite de dois salários mínimos. Além disso, é fundamental que haja registro formal na Carteira de Trabalho e que a remuneração seja compatível com as regras vigentes.
Ao assumir uma vaga de emprego formal e solicitar o benefício, a aposentadoria por invalidez é suspensa temporariamente. O segurado passa a receber o salário da empresa somado ao auxílio do INSS. Caso o trabalhador perca o emprego sem justa causa, é possível solicitar o restabelecimento do benefício anterior, proporcionando maior segurança durante o período de adaptação ao mercado de trabalho.
Para solicitar o benefício de forma digital, o segurado deve acessar o aplicativo do Meu INSS, usando uma senha do Gov.br com nível de segurança elevado. O sistema exige o envio de documentos que comprovem a contratação formal, e acompanhar o processo é simples e pode ser feito em tempo real pelo celular. Após análise, o INSS emitirá uma decisão sobre a concessão do benefício.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.


