A investigação do assassinato do mestre de capoeira Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, avançou com o uso de tecnologias de monitoramento e análise de dados. Segundo informações confirmadas por autoridades, o sistema de câmeras de vigilância, aliado ao sistema de detecção de disparos em tempo real, possibilitou reconstruir detalhes do crime e identificar os envolvidos.
O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro, em Icaraí, Niterói, quando o capoeirista foi alvejado por tiros enquanto estava no banco do passageiro de um carro dirigido pela esposa. Dois homens em uma motocicleta abordaram o veículo e efetuaram disparos à queima-roupa, resultando na morte da vítima. Dados do sistema ShotSpotter indicaram uma sequência de disparos em poucos segundos, reforçando a precisão na investigação. Imagens do cercamento eletrônico capturaram o percurso da motocicleta usada na ação, evidenciando que a vítima vinha sendo monitorada dias antes por indivíduos suspeitos, tendo sido registrada sendo seguida por uma moto semelhante ao dia do crime. Além disso, registros de uma tentativa de assalto ocorrida dias anteriores sugerem uma possível conexão com o episódio fatal.
Em decorrência dessas informações, a polícia conseguiu identificar e prender Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, irmã de Mestre Paulinho Sabiá, suspeita de ser a mandante do homicídio. A motivação apontada, de acordo com o delegado responsável, estaria relacionada a interesses financeiros. A prisão foi efetuada nesta quarta-feira na cidade de Niterói, enquanto uma pessoa considerada participante do crime permanece foragida. As investigações indicam que a autoria do crime envolve planejamento prévio e monitoramento da vítima.
Atualmente, as operações policiais continuam, com a expectativa de capturar o indivíduo foragido e aprofundar o entendimento sobre o esquema criminoso. As autoridades destacam a relevância do uso de tecnologia para a evolução das investigações, ressaltando a integração do sistema de videomonitoramento ao trabalho de inteligência policial como fator decisivo para o andamento do caso.
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