A Secretaria de Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma investigação no Complexo Esportivo Caio Martins, em Niterói, após denúncias de que cães abrigados no local atacaram um homem durante uma atividade esportiva. O episódio ocorreu na semana passada e resultou em ferimentos na perna da vítima, que precisou receber vacina antirrábica e antitetânica.
De acordo com relatos, os animais — inicialmente moradores de rua — passaram a ser alimentados e cuidados por policiais do programa Segurança Presente e por funcionários do estádio. Esses cães, que usariam coleiras e se alimentariam de potes de ração, estariam abrigados na residência do zelador do complexo. Os episódios de agressão aconteceram após a presença constante dos cães na área, que à época do ataque apresentaram comportamento violento.
A vítima, frequentadora habitual do local, conta que nunca havia se deparado com problemas semelhantes antes do incidente. Ele buscou assistência médica e tentou diálogo com os responsáveis pelo programa de segurança, mas afirma que um policial se comprometeu a auxiliar com os custos do tratamento, promessa que não foi cumprida.
O homem voltou ao estádio após o episódio, quando sofreu uma segunda agressão pelos cães. Para se proteger, utilizou um cabo de vassoura encontrado no local, mas foi cercado pelos policiais, que solicitaram a entrega do objeto sob alegação de que “não era permitido atacar os cães”. Ele protesta contra a situação, afirmando que a segurança deveria protegê-lo e questionando a ação dos agentes.
A direção do complexo afirma que há esforços para manter as portas fechadas, evitando a entrada de animais. No entanto, a denúncia aponta que os PMs do Segurança Presente abrem os portões, permitindo a entrada dos cães. A Secretaria de Esporte e Lazer confirmou que não há um abrigo oficial para os animais no local e que uma inspeção interna está em andamento para apurar os fatos. A Polícia Militar ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A situação tem causado preocupação entre frequentadores do estádio, sobretudo pelo receio de novos ataques, principalmente por parte de crianças que frequentam o espaço.
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