O governo anunciou a liberação de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores, uma iniciativa voltada a reduzir o elevado endividamento das famílias no país. Essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pela equipe econômica para tentar conter o aumento de dívidas e criar regras que previnam novos níveis de endividamento.
Segundo informações do Ministério do Trabalho, o recurso será destinado de forma complementar aos valores já recebidos por trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, mas tiveram parte dos montantes bloqueados pelos critérios do programa. A proposta visa oferecer uma parcela do FGTS como garantia para facilitar o acesso a crédito com juros mais baixos, possibilitando o pagamento ou refinanciamento de dívidas que atualmente podem consumir até 35% da renda dos beneficiários.
Dados do CNC (Controle Numérico Computadorizado) revelam que o índice de endividamento das famílias atingiu 80,4% em março deste ano, marcando um recorde e reforçando a necessidade de medidas de contenção. Como parte do esforço, o governo já implementou o programa Desenrola, que promove a renegociação de R$ 53 bilhões em dívidas de cerca de 15 milhões de brasileiros. Apesar de ter desembolsado R$ 1,7 bilhão em garantias ao longo de 2023 e 2024, os níveis de endividamento permanecem elevados, levando às avaliações de que novas ações e regulamentações são essenciais para tentar reverter essa tendência. Os próximos passos envolvem a elaboração de regras junto ao Congresso para evitar que esse quadro se repita.
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