abril 10, 2026
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10/04/2026

USP concede título póstumo de Doutor Honoris Causa a Vladimir Herzog por reconhecimento à sua trajetória e luta contra a repressão

A Universidade de São Paulo concedeu postumamente o título de Doutor Honoris Causa a Vladimir Herzog, jornalista vítima de repressão militar na década de 1970. A homenagem foi entregue ao filho do profissional, Ivo Herzog, e reconhece a trajetória de Herzog, que atuou como professor na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da instituição antes de sua morte, ocorrida durante o regime militar brasileiro.

De acordo com o reitor da USP, a decisão representa uma forma de reparação histórica e de reconhecimento ao legado do jornalistap, que teve sua trajetória interrompida por atos de perseguição do Estado na época. Herzog nasceu na Croácia, então Iugoslávia, em 1937, e posteriormente naturalizou brasileiro. Sua carreira na imprensa incluiu trabalhos no jornal “O Estado de S. Paulo,” na revista “Visão” e na BBC de Londres. Além do jornalismo, foi diretor de jornalismo na TV Cultura e ministrou aulas de telejornalismo na própria USP e na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

A morte de Vladimir Herzog tornou-se símbolo de resistência durante o fim do regime militar no Brasil. Ele foi detido por militares e levado ao DOI-CODI, em São Paulo, onde foi torturado e morto. Na época, as forças de repressão manipularem o episódio, alegando suicídio e alterando cenas do crime para sustentar a versão do autoimolamento. Essa narrativa foi desmentida décadas depois, após investigações realizadas pela Justiça brasileira e pela Comissão da Verdade, em 2013, que averiguaram os crimes cometidos pelos militares durante o período.


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