No último dia 9, agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram a libertação de duas jiboias no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os répteis, resgatados por policiais do Corpo de Bombeiros, passaram por avaliação veterinária, que confirmou bom estado de saúde e condições para o retorno ao habitat natural.
Uma terceira jiboia, com quase dois metros de comprimento, não pôde ser devolvida ao ambiente selvagem. Ela foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), onde receberá cuidados especializados até estar apta para a reintegração à natureza. As jiboias, de porte considerável, não devem ser manipuladas ou abordadas fora de áreas protegidas. Especialistas recomendam que, ao avistá-las, seja acionado o órgão competente para garantir a segurança de todos.
As jiboias são serpentes não venenosas que podem chegar a atingir até quatro metros de comprimento. Também são noturnas na maior parte do tempo, mas podem ser observadas durante o dia em busca de locais de abrigo. A espécie ocorre em diversas regiões da América Central e está presente em quase todos os biomas brasileiros, incluindo Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia.
O Parque Estadual da Pedra Branca, que cobre uma extensão de mais de 12.400 hectares, é uma importante área de preservação com uma biodiversidade diversificada. São registrados oficialmente 479 espécies diferentes, entre elas peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. A unidade de conservação abrange parte de 17 bairros da Zona Oeste e possui sedes e núcleos de manejo em locais como Jacarepaguá, Piraquara e Vargem Grande, incluindo o Posto Avançado Quilombola, dedicado à comunidade quilombola Cafundá Astrogilda.
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