O governo provisório do Rio de Janeiro permanece à frente do estado enquanto aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o método de eleição para o mandato de transição, após a renúncia de Cláudio Castro. Atualmente, a liderança está sob a responsabilidade de Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça local, que enfrenta um cenário de equipe reduzida e sem nomes de confiança formalizados. Mesmo assim, Couto vem adotando medidas que visam beneficiar a população.
Dentre as primeiras ações, destacou-se uma mudança no pagamento dos salários dos servidores estaduais, que agora deverão ser depositados no primeiro dia útil de cada mês. Além disso, foi confirmada a quitação do 13º salário de funcionários públicos, empregados de empresas estatais, sociedades de economia mista e pensionistas previdenciários, conforme divulgado no Diário Oficial por meio da Resolução SECC nº 185/2026. Essa medida representa uma antecipação do calendário tradicional, que previa pagamento até o terceiro dia útil do mês subsequente.
Outro avanço importante foi a extensão da Tarifa Social no transporte público. Com o valor da passagem mantido em R$ 5 para usuários do Bilhete Único Intermunicipal, o benefício foi prorrogado até abril de 2027. Nos três primeiros meses de 2026, mais de 12 milhões de viagens foram realizadas com o uso do benefício, o que evidencia sua relevância para a mobilidade dos usuários.
A definição do método de eleição para o mandato-tampão controla uma questão em aberto, ainda sem consenso no STF. Após o pedido de vista do ministro Flávio Dino, o julgamento encontra-se paralisado enquanto aguarda a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela cassação do mandato de Castro. No momento, o placar do Supremo mostra 4 votos favoráveis à eleição indireta, com ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia, enquanto Cristiano Zanin se posicionou favoravelmente ao voto popular.
O processo ainda necessita do voto de outros ministros, incluindo Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin, presidente do tribunal. Enquanto essa discussão não é finalizada, Ricardo Couto permanece na administração estadual como governador interino, aguardando os desdobramentos da decisão.
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