abril 12, 2026
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12/04/2026

Itacuruçá, porto na Baía de Sepetiba, destaca-se pelo turismo náutico e praias tropicais

Situado a aproximadamente uma hora de carro do centro de Niterói, o distrito de Itacuruçá, em Mangaratiba, destaca-se como ponto de partida para passeios de embarcação nas ilhas da Baía de Sepetiba. Conhecido pelo ambiente rústico, aroma de maresia e pelo tradicional cais repleto de saveiros coloridos, o local atrai turistas interessados em explorar praias menos frequentadas e a natureza selvagem da região.

Itacuruçá é considerado o principal ponto de embarque para as excursões de saveiro por suas águas verdes e praias pouco exploradas. Sua localização estratégica na baía favoreceu o desenvolvimento de uma vocação marítima, abrigando atualmente a sede da Capitania dos Portos e uma antiga escola de pesca, que remete à época em que o distrito era a principal área pesqueira de Mangaratiba. A história local também é marcada pela tradição pesqueira, que liderou a economia do distrito ao longo do século XX, com transporte especializado de pescado até o Rio de Janeiro.

Para os visitantes que desejam fazer um roteiro de um dia, há uma sequência recomendada de atividades. É aconselhável chegar cedo ao cais, situado em frente à Igreja de Sant’Anna, datada de 1840, e contratar uma embarcação para iniciar o passeio. A primeira parada costuma ser na Ilha de Itacuruçá, especialmente na Praia Grande, que oferece águas calmas, areias claras e infraestrutura de pousadas e restaurantes. Depois, segue-se para a Ilha de Jaguanum, com destaque para a Praia do Araçá, adequada para banho e com mar raso, ideal para famílias com crianças. Uma rápida passagem na Ilha dos Gatos também pode ser incluída para fotografar sua colônia de gatos selvagens, sem desembarque. Para o almoço, há opções de quiosques à beira-mar na praia central de Itacuruçá, renomados por seus frutos do mar fresquíssimos.

O arquipélago da Baía de Sepetiba abriga diversas ilhas, cada uma com características distintas. Algumas possuem infraestrutura de hospedagem e alimentação, enquanto outras permanecem quase desertas. Destacam-se a Ilha de Jaguanum, com igrejas históricas e praias populares, a Ilha do Martins, mais rústica, e a própria Ilha de Itacuruçá, que se estende por mais de 10 milhões de metros quadrados. Entre as praias, a de Água Lindas surge como uma reserva remota, cercada por vegetação nativa e águas limpas.

A origem do nome Itacuruçá, do tupi, significa “pedra da cruz”, uma referência a uma cruz erguida pelos jesuítas na Ilha de Piaçavera durante o período colonial. A atividade pesqueira moldou sua economia ao longo de décadas, com transporte de pescado até o Rio de Janeiro. A infraestrutura náutica do distrito se consolidou na primeira metade do século XX, com a instalação da Capitania dos Portos e do Iate Clube. Recentemente, o píer de Mangaratiba ganhou notoriedade internacional ao aparecer em uma cena do filme “Os Mercenários”, protagonizado por Sylvester Stallone.

A época ideal para visitar o local varia conforme as preferências do visitante. O verão, entre dezembro e fevereiro, apresenta maior movimento e condições ideais de banho de mar, embora seja mais chuvoso no final do dia. Outono e inverno, de março a agosto, oferecem dias mais secos, ideais para trilhas, visitas a igrejas históricas e passeios mais tranquilos. Além disso, essas temporadas proporcionam temperaturas amenas, tornando a experiência mais confortável.

Para quem pretende chegar por via terrestre, o trajeto da Ponte Rio-Niterói até Itacuruçá é de cerca de 95 km, realizando-se em aproximadamente uma hora, dependendo do trânsito, pela rodovia Rio-Santos. Há também linhas de ônibus que operam entre o Rio de Janeiro e o distrito; ao chegar ao cais, os visitantes podem usufruir de travessias rápidas para as ilhas, com duração entre 5 e 15 minutos. Passeios de escuna de dia inteiro também criam opções de exploração da região.

Por sua tranquilidade, belezas naturais e riqueza histórica, Itacuruçá é uma alternativa para quem busca um refúgio de fim de semana na Costa Verde. O local reúne igrejas do século XIX, praias com águas cristalinas e uma atmosfera de cidade pequena, longe do movimento das áreas mais urbanizadas, revelando-se um segredo bem guardado na Baía de Sepetiba.


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