Neste domingo, começaram as operações de remoção do canteiro central na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, que dará espaço à implementação de uma nova ciclovia. A intervenção teve início às 9h, com a chegada de escavadeiras, e visa ampliar a infraestrutura dedicada às bicicletas na região.
A ação ocorre após um incidente ocorrido há duas semanas, envolvendo um atropelamento fatal no mesmo trecho. A tragédia causou grande comoção na comunidade local e motivou medidas de melhoria na segurança viária. A nova ciclovia irá conectar a Praça Saens Peña à Rua Uruguai, ampliando uma estrutura cicloviária atualmente bastante limitada na Tijuca, composta por apenas 387 metros de faixa compartilhada e pouco mais de um quilômetro de ciclofaixa na Rua Uruguai.
Essa iniciativa faz parte de um projeto maior, que prevê o lançamento de 50 quilômetros de novas pistas cicloviárias até 2028, com um investimento total de R$ 20 milhões. Além da Tijuca, o plano de expansão inclui vias em outras regiões da cidade, como a Zona Norte, com a Avenida Pedro II e a Avenida Dom Helder Câmara, a Zona Sul, na Rua Barão da Torre e na Avenida Henrique Dodsworth, além do Centro, na Rua Sacadura Cabral.
Para evitar transtornos no trânsito, o cronograma das obras foi dividido em etapas. No domingo, às 9h, foi iniciada a remoção do canteiro na Rua Conde de Bonfim. Outras intervenções previstas para o dia incluem ligações na Rua Augusto Severo, na Glória, às 20h, e a instalação de ciclofaixa no lado esquerdo da Rua Muniz Barreto, em Botafogo, mantendo o estacionamento. A expectativa é que todas as etapas sejam concluídas em aproximadamente 90 dias.
Atualmente, a malha cicloviária do Rio de Janeiro totaliza 501 quilômetros, mas uma análise recente revela que somente uma pequena parte dessa extensão oferece proteção adequada aos ciclistas. Dados indicam que apenas 10% da rede possui pistas segregadas fisicamente do tráfego, com o restante composto por faixas compartilhadas e ciclofaixas apenas pintadas. A maioria das vias destinadas às bicicletas ainda apresenta deficiências na segregação de fluxo, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos na expansão de infraestrutura segura para os ciclistas na cidade.
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