Muitos consumidores negligenciam o valor dos componentes eletrônicos presentes em cartões usados, ao descartá-los sem perceber que o chip metálico contém metais preciosos, como ouro. Essa camada dourada na superfície do chip possui uma fina camada de ouro genuíno, escolhido por sua resistência à oxidação e por garantir a transmissão segura de dados. Embora a quantidade de ouro por unidade seja pequena, sua presença se torna significativa quando o material é processado em volume industrial, pois assegura maior durabilidade e desempenho aos cartões de alta tecnologia, como os bancários.
O ouro, por sua composição química, é considerado um dos materiais mais confiáveis na fabricação de circuitos integrados. Sua resistência à corrosão e alta condutividade elétrica o tornam essencial na produção de componentes eletrônicos que precisam de longa vida útil. Essas propriedades garantem transações rápidas de dados, além de resistir a condições ambientais diversas, o que reforça sua preferência no setor tecnológico.
A recuperação de metais preciosos de resíduos eletrônicos é uma atividade crescente, que envolve processos químicos especializados. Além do ouro, os componentes descartados podem conter outros metais valiosos. Para evitar o uso indevido de dados, é recomendado destruir completamente o chip do cartão ao descartá-lo, ao invés de cortá-lo ao meio, o que oferece maior segurança contra crimes digitais. Algumas instituições financeiras disponibilizam pontos de coleta específicos para reciclagem de cartões, contribuindo para a recuperação do ouro e evitando o impacto ambiental do plástico descartado.
O descarte correto desses materiais possibilita sua recuperação por meio de processos que utilizam eletrólise, separando o polímero dos metais preciosos para reincorporar o ouro ao ciclo de produção. Essa prática, além de fortalecer a economia circular, ajuda a reduzir a extração de novos recursos naturais, promovendo uma gestão mais sustentável dos resíduos eletrônicos no país.
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