Na sexta-feira, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizará uma nova eleição para a presidência da Casa, agendada para as 11h. A decisão foi tomada por maioria na reunião da Mesa Diretora, que contou com nove votos favoráveis e seis contrários, liderada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli.
A medida anulou o processo eleito anteriormente, no qual o deputado Douglas Ruas tinha sido escolhido para liderar o Legislativo estadual. A eleição anterior havia sido suspensa por uma decisão judicial, levando a Casa a instaurar um novo procedimento eleitoral. Partidos de oposição argumentaram que a Assembleia deveria aguardar a conclusão de processos no Supremo Tribunal Federal relacionados à definição do procedimento de escolha do governador-tampão do estado.
Por sua vez, a maioria dos parlamentares sustentou que a eleição para cargo de direção do Legislativo é questão interna e não tem relação direta com a sucessão no Palácio Guanabara. Assim, defenderam que o preenchimento do cargo fosse realizado de forma imediata. O esforço de construir um acordo entre os deputados para evitar a judicialização do tema não avançou durante o encontro, mantendo o impasse.
Na ocasião, o deputado Luiz Paulo comunicou ao colegiado ter ajuizado um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O objetivo era impedir uma nova eleição sem uma decisão do Supremo sobre o caso do governador-tampão. Contudo, a ação foi rejeitada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente interina do TJ-RJ, que afirmou que o tema trata de matéria interna da Assembleia e não cabe intervenção judicial, sustentando entendimento do STF consolidado.
A resolução reforça um cenário de disputas políticas e jurídicas envolvendo tanto o processo de sucessão no Executivo estadual quanto a organização interna da Assembleia. A nova eleição ocorre após a homologação pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro de uma retotalização dos votos de 2022, confirmando o deputado Carlos Augusto, do PL, como substituto de Rodrigo Bacellar, do União, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Também foi decidido o seu substituto, Renan Jordy, do mesmo partido, alterando a composição da Casa e influenciando a disputa pela presidência do Legislativo estadual.
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