A presença do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68) na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 12 de maio, foi comunicada às forças aéreas brasileiras. A advertência, divulgada na plataforma oficial do DECEA, destaca a existência de um obstáculo móvel relacionado à embarcação, que pode impactar operações aéreas na região.
Essa comunicação é motivada pela elevada estrutura do navio, especialmente suas antenas e equipamentos na ilha de comando. Sua proximidade com áreas de operação aérea, como o Aeroporto Santos Dumont e rotas de helicópteros, exige atenção adicional durante o período em que o navio permanece na baía. Essa prática de monitoramento de obstáculos é rotineira para garantir a segurança dos voos na área.
O USS Nimitz é uma das principais unidades da Marinha dos Estados Unidos e faz parte da operação Southern Seas 2026, uma missão coordenada pelo Comando Sul da Marinha norte-americana. A iniciativa visa fortalecer a cooperação marítima e melhorar a interoperabilidade com nações Sul-Americanas. Em março, foi divulgado que o grupo de porta-aviões serviria de apoio às ações da operação, que inclui atividades de treinamento, visitas e operações conjuntas na região.
Recentemente, a Marinha dos EUA confirmou a passagem do grupo naval por Valparaíso, no Chile, ocorrida em 17 de abril, como parte do itinerário da Southern Seas 2026. A escala na cidade chilena faz parte de uma rota que contempla múltiplas paradas em portos sul-americanos enquanto os navios realizam exercícios e fortalecem alianças na região.
Lançado em 1972, o USS Nimitz é o maior e mais antigo porta-aviões nuclear em operação atualmente. Sua trajetória inclui participação em operações militares de destaque nos últimos anos, consolidando seu papel como símbolo da projeção de força naval dos Estados Unidos.
A chegada ao Rio ocorre próximo ao final do ciclo de atividades do navio na frotas americanas, que envolve troca de experiências com forças aliadas e visitas a diversos portos sul-americanos. Apesar de avisos similares não serem incomuns na Baía de Guanabara, a presença de uma embarcação de tamanha dimensão reforça a necessidade de atenção sanitária na navegação aérea, principalmente na região do Santos Dumont.
As informações de orientação para os pilotos permanecem em vigor enquanto o navio estiver na área, exigindo vigilância e cuidado durante as operações aéreas.
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