Em Maricá, autoridades e convidados estão realizando uma visita oficial por parte da Estrada Férrea de Maricá (EFM), evidenciando a importância histórica do trecho ferroviário para a região.
A implementação da ferrovia, iniciada no final do século XIX, marcou um avanço na integração regional. Em 1888, foi inaugurado o primeiro segmento que conectava as estações de Alcântara e Rio do Ouro, com o objetivo de facilitar o transporte de produtos agrícolas do interior para os portos de Niterói e São Gonçalo. Entre 1911 e 1940, a linha foi ampliada, alcançando destinos como Itaipuaçu, Ponta Negra e Cabo Frio, atingindo uma extensão de aproximadamente 145 quilômetros.
Durante seu período de operação, a ferrovia promoveu uma transformação econômica na região, substituindo os meios tradicionais de transporte por vagões que transportavam pescado, bananas e outros produtos para centros urbanos. As estações tornaram-se centros de comércio, impulsionando o crescimento de vilas e bairros. Com a modernização das estradas e a diminuição da atividade agrícola, a importância da ferrovia começou a declinar. Os trechos foram sendo desativados ao longo dos anos 1950, e a operação foi encerrada oficialmente em 1966.
Hoje, vestígios da antiga ferrovia permanecem em locais como Rio do Ouro e Ponta Negra, onde restos de estações e trilhos ainda podem ser observados. Essas estruturas alimentam projetos de preservação histórica, incluindo museus ferroviários e ciclovias. A trajetória da ferrovia é fundamental para compreender o desenvolvimento de Maricá, reforçando a necessidade de preservar esse patrimônio para as futuras gerações.
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