abril 22, 2026
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22/04/2026

Regra do Banco Central limita crescimento do débito no crédito rotativo a 100% do valor original

Recentemente, uma alteração nas normas referentes ao uso do cartão de crédito no Brasil passou a limitar o montante total das dívidas vinculadas ao crédito rotativo. A nova regra, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e regulamentada pelo Banco Central, estabelece que os encargos e juros cobrados não podem superar o valor original da dívida.

Na prática, essa regulamentação impede que uma dívida inicial de R$ 1.000 ultrapasse R$ 2.000, levando em consideração o valor principal mais os encargos adicionais. A medida visa limitar o crescimento abusivo dos custos financeiros relacionados ao crédito rotativo, uma das modalidades mais onerosas do sistema financeiro nacional.

Antes da implementação da regra, não havia um limite para a expansão dos encargos, que podiam se acumular de forma indefinida. Agora, o crescimento da dívida está limitado a 100% do valor inicialmente contratado, oferecendo maior controle sobre o endividamento dos consumidores.

O crédito rotativo funciona quando o cliente paga somente uma parte do valor total da fatura do cartão, deixando o restante como dívida pendente. Nesse cenário, os juros aplicados costumam ser elevados, processo identificado pelo Banco Central como uma das opções mais caras de crédito disponíveis no mercado.

Apesar do novo teto, especialistas alertam que a medida não reduz os juros ou torna o crédito acessível. O consumidor ainda pode incorrer em taxas altas ao parcelar débitos ou pagar apenas o mínimo na fatura. Assim, a mudança atua mais como uma limitação do aumento da dívida do que uma redução direta nos custos do crédito rotativo.

O impacto da nova regra varia de acordo com o comportamento de cada usuário do cartão. Quem costuma pagar apenas o valor mínimo ou entra frequentemente no rotativo tende a ser mais afetado. Por outro lado, quem liquida a fatura integralmente quase não perceberá diferenças.

Com a alteração, a atenção à gestão das contas torna-se ainda mais importante. Recomenda-se monitorar o valor total das dívidas, evitar pagamentos mínimos e verificar as taxas antes de optar por parcelamentos. Sempre que possível, priorizar o pagamento integral ajuda a evitar o acúmulo de encargos.

A nova norma faz parte de um conjunto de medidas do Banco Central com o objetivo de reorganizar o sistema de crédito e reduzir o endividamento excessivo das famílias. Ao estabelecer um limite para o crescimento das dívidas, busca-se criar um ambiente financeiro mais estável e previsível, controlando a expansão desordenada dos encargos.


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