abril 22, 2026
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22/04/2026

Profissionais de saúde de IETAP denunciam atraso reiterado no pagamento de salários e direitos

Profissionais de saúde terceirizados do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (IETAP), localizado no bairro Barreto, em Niterói, relatam atrasos no pagamento de salários e direitos trabalhistas. Segundo eles, a irregularidade tem ocorrido há vários meses e não se restringe a um problema pontual.

De acordo com os trabalhadores, o salário referente a janeiro foi pago apenas em 11 de março. Atualmente, eles continuam sem receber o pagamento de fevereiro e também não receberam as verbas rescisórias decorrentes do encerramento de seus contratos, que deveriam ter sido quitadas em até 10 dias após o término, conforme a legislação trabalhista. A situação se agravou após a troca de gestão na unidade, ocorrida em 20 de março, quando a administração da Fundação Saúde foi substituída pela empresa IDESI, responsável pelo gerenciamento até esse momento.

Apesar da transferência para a nova empresa, os profissionais afirmam que as pendências financeiras permanecem sob responsabilidade da administração anterior. Recursos como salários de fevereiro e verbas rescisórias continuam sem previsão de pagamento, causando dificuldades financeiras e transtornos para as famílias dos funcionários.

Relatos indicam que diversas categorias — incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, nutricionistas, técnicos de radiologia e farmacêuticos — estão entre os afetados por essa situação. Uma ex-funcionária, que pediu para não ser identificada, afirmou que os profissionais enfrentam condições precárias devido à ausência de informações oficiais ou orientação sobre o cronograma de quitação dos valores devidos.

A ausência de posicionamento oficial por parte das entidades envolvidas contribui para o agravamento do cenário. Os trabalhadores destacam o impacto na sua rotina e a ausência de explicações sobre o futuro financeiro da regularização desses débitos. A situação reflete uma postura de descaso com a força de trabalho dedicada à assistência à saúde, especialmente considerando a relevância do setor.

Até o momento, a Fundação Saúde ainda não se manifestou a respeito dos acontecimentos relatados. Os trabalhadores aguardam esclarecimentos e providências para solucionar as pendências financeiras.


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