A Prefeitura de Niterói iniciou a utilização de tecnologia de tomografia para avaliar árvores com sinais de fragilidade na cidade, visando aprimorar o diagnóstico do risco de queda e assegurar maior segurança à população. O procedimento é aplicado de forma direcionada em árvores cuja condição demanda uma análise mais detalhada, complementando o monitoramento contínuo realizado pelo município.
Essa abordagem está integrada ao protocolo de segurança arbórea estabelecido pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. O programa contempla ações como o acompanhamento permanente da vegetação urbana, além de programas específicos como o Arboribus e o Verdes Notáveis. Árvores apresentando risco abaixo de 35% recebem intervenções de manejo, como poda ou desbaste, enquanto casos mais graves podem levar à remoção.
No persistente trabalho de avaliação, três exemplares — um pau-brasil e dois aldragos — foram retirados do Campo de São Bento após identificação de comprometimento estrutural. Atualmente, a cidade possui um cadastro detalhado de mais de 64 mil árvores, alimentado por um sistema de monitoramento robusto e atualizado constantemente. Essas informações subsidiam a tomada de decisão para ações de manutenção, recuperação ou substituição das árvores, visando equilibrar a presença de vegetação no espaço urbano com a segurança pública.
Desde o início de seu mandato, o prefeito Rodrigo Neves reforça o compromisso de fortalecer as políticas ambientais de Niterói. A criação do programa Niterói Mais Verde, que protege uma área de 22,5 mil hectares de áreas naturais, representa uma dessas iniciativas. Segundo o prefeito, ações voltadas à sustentabilidade resultam em melhorias no clima urbano, na qualidade do ar e na resiliência da cidade frente às mudanças climáticas.
O procedimento de tomografia funciona como um exame de alta precisão que revela o estado interno do tronco, por meio de sensores instalados ao redor da árvore. Essas medições detectam danos invisíveis externamente, como apodrecimento ou cavidades internas, ajudando na avaliação do risco de queda. Os dados coletados se integram ao sistema SiGeo, que registra todas as intervenções e orienta o manejo adequado, podendo indicar casos de necessidade de remoção ou de ações corretivas.
A equipe técnica realiza inspeções diárias nas ruas, usando observação direta e monitoramento em tempo real. Os resultados são exibidos em gráficos: áreas marcadas em vermelho sinalizam regiões com sinais de lesão ou vulnerabilidade, como cavidades ou infestação por pragas. Com base na velocidade de comunicação dos sinais entre sensores, os profissionais avaliam a saúde da árvore e o impacto de eventuais riscos à segurança.
A partir desses dados, determina-se se a árvore pode passar por procedimentos como poda, que reduz peso e pressão, ou se a situação é crítica, justificando sua remoção. O monitoramento contínuo permite ações rápidas, especialmente em condições de clima adverso, como chuvas fortes ou ventos intensos.
O trabalho também conta com 12 equipes de campo, incluindo equipes de poda, grupos com caminhões munck e profissionais de emergência, atuando diariamente para manter a integridade das árvores e minimizar impactos na infraestrutura urbana. A prioridade é o plantio de espécies nativas, que oferecem menor impacto na cidade e contribuem para o equilíbrio ambiental, além de iniciativas de reflorestamento, como o projeto Fruta no Pé, que promove o cultivo de mudas de espécies nativas, muitas delas raras.
A participação da comunidade é estimulada através de aplicativos de denúncia e solicitação de manutenção, fortalecendo a gestão participativa da arborização urbana em Niterói. Atualmente, o município concentra esforços para manter um equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação de sua biodiversidade, com ações integradas de monitoramento, manejo e replantio de espécies.
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