abril 28, 2026
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28/04/2026

PF apreende cerca de R$ 2 milhões na residência de auditor em operação contra corrupção no Porto do Rio

A Polícia Federal realizou uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e dinheiro em residências de auditores fiscais no Rio de Janeiro, além de outros itens e valores relacionados a suspeitas de corrupção na fiscalização aduaneira. A ação, deflagrada nesta terça-feira, é parte de uma investigação sobre um esquema criminoso na alfândega do Porto do Rio.

Durante a operação, buscas foram feitas em diferentes locais na cidade, incluindo residências na Barra da Tijuca e em Copacabana. Na primeira, foram confiscados cerca de R$ 830 mil em moeda estrangeira, além de aproximadamente R$ 1,2 milhão em espécie, totalizando mais de R$ 2 milhões em valores apreendidos. Em Copacabana, um outro auditor teve R$ 233.750 em dinheiro recolhidos. Ainda na mesma operação, um despachante foi detido após a apreensão de 54 garrafas de vinho, avaliadas em R$ 700 cada. Um analista da Receita Federal também foi preso por porte de arma.

A ação contou com a participação de policiais, auditores e procuradores, que cumpriram 45 mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, incluindo locais ligados às operações dos portos do Rio e do Galeão. Entre os territórios visados, estavam endereços ligados à Superintendência da Receita Federal, além de importadores, despachantes e servidores públicos suspeitos de integrar uma organização criminosa.

A Justiça determinou o afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários envolvidos no caso, além do bloqueio de bens no valor de até R$ 102 milhões. Nove despachantes também ficaram proibidos de atuar no Porto do Rio. Segundo as investigações, o esquema facilitava o contrabando e o descaminho através de pagamentos de propina, permitindo a liberação de cargas sem fiscalização adequada. As apurações indicam que mercadorias muitas vezes não correspondiam às declarações de importação, o que teria causado prejuízo ao erário público estimado em R$ 500 milhões.

As investigações tiveram início após denúncias sobre a atuação conjunta de servidores públicos, importadores e despachantes. Os envolvidos podem ser responsabilizados por diversos crimes, incluindo corrupção, associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica, contrabando, descaminho, sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

A PortosRio informou que a operação ocorre em áreas sob responsabilidade dos órgãos federais no Porto do Rio e que a instituição não é alvo da investigação. A companhia declarou ainda estar colaborando com as autoridades e que a operação não afetou o funcionamento do porto. A ação segue normalmente, com a segurança e a rotina das atividades portuárias mantidas.


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