O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça um grupo criminoso envolvido na lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas em comunidades cariocas. Entre os acusados estão o traficante Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa, Marcia Gama Nepomuceno, seu filho Oruam e mais nove indivíduos. A operação policial, realizada na quarta-feira, visou cumprir mandados de prisão, busca e apreensão contra os denunciados.
De acordo com a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atuava no branqueamento de recursos advindos do tráfico de drogas, sob a influência de Marcinho VP, que mantém uma posição de liderança na facção criminosa Comando Vermelho mesmo estando preso há mais de duas décadas. As investigações indicam que a gestora financeira do grupo, Marcia Nepomuceno, recebia regularmente quantias em dinheiro de traficantes do mesmo grupo, como Doca, Abelha e Pezão. Para dissimular o patrimônio, ela adquiria e administrava bens, incluindo estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas.
Oruam, filho do traficante, é apontado como beneficiário direto do esquema, utilizando sua carreira musical para mascarar rendimentos ilícitos. Ele recebia valores de traficantes como Doca e Pezão, utilizados em despesas pessoais e investimentos, além de viagens e festas. A denúncia caracteriza a organização em quatro núcleos: o de liderança encarcerada, comandado por Marcinho VP, responsável pelo controle financeiro e decisões estratégicas; o núcleo familiar, composto por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno, que intermediava ordens e gerenciava ativos; o núcleo de suporte operacional, formado por indivíduos como Carlos Alexandre Martins da Silva, Magrão e Jeferson Lima Assis, que auxiliava na lavagem de dinheiro e atuava como testa de ferro; e o núcleo de liderança operacional, formado por traficantes que operavam diretamente nas comunidades, executando atividades relacionadas ao tráfico, recebendo e redistribuindo os valores ilícitos.
Atualmente, as investigações continuam, e o grupo permanece sob escrutínio das autoridades. As ações futuras podem envolver novas etapas de apuração para determinar o alcance de suas operações e desvendar possíveis conexões adicionais.
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