maio 5, 2026
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05/05/2026

Polícia Federal prende ex-chefe de gabinete de Bacellar por esquema na Educação no Rio

Nesta terça-feira, a Polícia Federal efetuou a prisão de Rui Carvalho Bulhões Júnior, ex-chefe de gabinete e considerado aliado próximo de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A detenção ocorreu durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida para investigar supostas fraudes em contratos no setor educacional do estado. Também foi preso o deputado estadual Thiago Rangel, do partido Avante, na mesma operação.

Rui Bulhões é apontado como uma figura de relevância na rede de apoiadores de Bacellar, tendo atuado junto ao ex-presidente da Alerj em diferentes instituições do governo, como a Fundação Norte Fluminense (Fenorte), a Secretaria de Governo e a própria assembleia. As investigações tiveram um avanço significativo após a apreensão de materiais nos gabinetes ligados a Bacellar, incluindo o computador de Rui Bulhões, onde foi localizada uma planilha intitulada “PEDIDOS EM 12-04-23.xlsx”. O documento lista nomes de políticos, indicando os pedidos e atribuições de cargos políticos, sugerindo um possível mapeamento de influências em órgãos públicos estratégicos.

Rodrigo Bacellar, que já havia sido alvo de prisão em uma fase anterior da operação, teve um novo mandado de prisão preventiva expedido nesta terça-feira. O ex-presidente da Alerj está sob investigação por suspeitas relacionadas às fraudes e ao uso de prerrogativas políticas para fins ilícitos.

Rui Bulhões possui uma longa relação política com Bacellar, iniciada nos anos iniciais de atuação do ex-presidente na política do interior do estado, especialmente em Campos dos Goytacazes. Sua trajetória inclui atividades fora do âmbito público, como personal trainer e integrante de grupo musical, antes de ingressar na política e se tornar uma figura de confiança do ex-presidente da Alerj. Com o crescimento de Bacellar na esfera estadual, Bulhões assumiu cargos estratégicos tanto na região Norte Fluminense quanto na capital.

O nome de Rui Bulhões já havia aparecido em investigações anteriores vinculadas à sua atuação na administração de Cambuci, por volta de 2010, na qual ocupava a Secretaria de Obras. Na época, apesar das citações, não chegaram a ser tomadas medidas punitivas contra ele. Além dos vínculos políticos, Rui Bulhões mantém negócios com Bacellar, sendo sócio de uma empresa de eventos no interior do estado, o que reforça a relação que vai além do ambiente político.

A continuidade das investigações e os desdobramentos futuros ainda deverão esclarecer o alcance dessas práticas e o impacto na estrutura de poder local e estadual.


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