Na atualidade, um espetáculo teatral em cartaz na Cinelândia destaca a história de Zélia Gattai, esposa do célebre Jorge Amado, através de uma narrativa que rescata os detalhes de sua relação e vida em comum. A peça, protagonizada por Luciana Borghi, acontece em sessões vespertinas nos finais de semana e é uma homenagem às memórias afetivas de um amor que atravessa o tempo.
O monólogo intitulado “Na Casa do Rio Vermelho – O Amor de Zélia e Jorge” é escrito e dirigido por Renato Santos, evidenciando uma pesquisa aprofundada sobre a trajetória da escritora e sua conexão com o famoso autor baiano. A produção já passou por outras capitais, como Salvador e São Paulo, e se consolidou como uma atração recomendada aos apreciadores de teatro de alta qualidade. Localizada numa sala charmosa que comporta cerca de duas centenas de espectadores, a apresentação oferece facilidade de acesso para quem utiliza transporte público na região, como o metrô e o VLT, e mantém o público local interessado até que uma oportunidade de exibição seja agendada em uma sala de Niterói.
No palco, Luciana Borghi demonstra versatilidade ao atuar e cantar, envolvida na personagem de Zélia Gattai. Sua performance evidencia um olhar sensível para a figura da escritora, trazendo sua memória à vida por meio de palavras e músicas de autores próximos do casal, como Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes. A ambientação, sugerida pela direção, transporta o espectador para a atmosfera da casa na Bahia, espaço que simboliza o encontro de histórias e emoções entre os personagens. A peça enfatiza o amor vivido de forma genuína e imperfeita, onde pequenas ações do cotidiano revelam uma conexão profunda e duradoura.
Integrando memórias musicais e afetivas à narração, o espetáculo revela o amor como algo que persiste além da presença física, reconstruído na lembrança e na vivência interior. A narrativa demonstra que o sentimento não se esgota na ausência, mas se reinventa na memória, mantendo-se vivo enquanto houver alguém capaz de recordar. Assim, “Na Casa do Rio Vermelho” convida o público a refletir sobre a continuidade do amor além do tempo e do espaço, fortalecendo a ideia de que nossa história de afeto é uma chama que nunca se apaga.
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