maio 6, 2026
maio 6, 2026
06/05/2026

População de São Gonçalo deve manter coleta de foco do mosquito o ano inteiro

O combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya permanece como prioridade ao longo de todo o ano, mesmo após o término do verão. Agentes de Vigilância em Saúde Ambiental atuam constantemente, mas a participação da população é fundamental para o sucesso das ações preventivas.

A disseminação do Aedes aegypti depende do acúmulo de água parada em ambientes internos e externos. Assim, a manutenção da limpeza de quintais e a inspeção de possíveis recipientes que possam armazenar água — como folhas, tampas de garrafas ou pneus — tornam-se essenciais na redução de criadouros. A eliminação de locais propícios à reprodução do mosquito deve ser constante, sobretudo na rotina diária dos moradores.

Para ampliar a eficácia das ações, recomenda-se manter caixas d’água sempre fechadas, descartar corretamente o lixo, limpar calhas e ralos, além de evitar o acúmulo de água em pratos de plantas e outros recipientes. As equipes de Vigilância também visitam imóveis regularmente, com visitas agendadas a cada dois meses, e têm acesso às residências após autorização dos moradores.

Além do ambiente residencial, os agentes atuam em locais com potencial de acúmulo de água, como ferros-velhos e cemitérios. Nessas incursões, orientam a comunidade e realizam tarefas de controle, incluindo o uso de motofogs, equipamentos que pulverizam inseticida no ar em diferentes bairros. Ainda assim, especialistas apontam que 80% dos focos estão dentro das próprias casas, reforçando a importância da colaboração dos moradores.

A subsecretária de Saúde Coletiva ressaltou a necessidade de esforços contínuos na prevenção, alertando que a dengue pode evoluir para quadros graves. Ela reforçou que medidas de cuidado, como eliminar criadouros na rotina semanal, representam uma responsabilidade de todos. Além disso, destacou a importância da vacinação, sobretudo para jovens de 10 a 20 anos, como forma de reduzir riscos de complicações da doença.

A Vigilância Ambiental mantém canais de atendimento para suporte à população. Pessoas podem solicitar visitas ao setor em caso de suspeita de infestação, com custo médio de atendimento de uma semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone do setor, que orienta e realiza ações rápidas para eliminação de focos.


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