maio 6, 2026
maio 6, 2026
06/05/2026

Anvisa e Polícia Federal assinam parceria para combater comércio ilegal de medicamentos emagrecedores

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal anunciam a assinatura de um acordo de cooperação com o objetivo de atuar conjuntamente no combate ao mercado ilegal de medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade, conhecidos como canetas emagrecedoras. Estes produtos, que contêm substâncias como tirzepatida e semaglutida, frequentemente são vendidos sem registro ou garantia de qualidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria permitirá uma intensificação das ações contra crimes relacionados à produção, importação e comercialização irregular desses medicamentos. Uma das metas é combater a venda de produtos sem procedência lícita, muitas vezes por meio de plataformas digitais. Pereira destaca que a iniciativa é especialmente relevante devido ao aumento de eventos adversos associados ao uso dessas substâncias, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos de origem duvidosa.

A cooperação se baseia em um modelo de atuação já testado em operações anteriores, como a Heavy Pen, que resultou na apreensão de diversos materiais em estados como Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina. Essas ações demonstraram a gravidade do problema, com apreensão de substâncias sem registro e desmantelamento de estabelecimentos ilegais.

Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas passarão por análise integrada, envolvendo perícia técnica da Polícia Federal e suporte técnico da Anvisa. Essa avaliação visa identificar a composição dos produtos ilícitos, contribuindo para a avaliação do risco à saúde pública e reforçando os inquéritos criminais ao interromper cadeias ilícitas, muitas delas atuantes em âmbito interestadual e apoiadas por plataformas digitais.

Pereira reforça a necessidade de uma atuação coordenada entre diferentes instâncias governamentais para proteger a saúde pública. Segundo ele, o fortalecimento das instituições é fundamental para responder ao desafio de equilibrar o rigor técnico regulatório e a acessibilidade aos medicamentos. O diretor finaliza destacando que uma efetiva fiscalização deve estar alinhada às ações investigativas e repressivas, para garantir uma resposta sólida às organizações criminosas.


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