Na terça-feira (12/05), membros da Câmara Municipal do Rio acompanharam uma reunião com integrantes da prefeitura para discutir alterações no projeto conhecido como Praça Onze Maravilha. A proposta envia uma extensa readequação para a área central da cidade, incluindo a derrubada do Elevado 31 de Março, e foi apresentada pelo prefeito Eduardo Cavaliere.
Este encontro teve como objetivo analisar mais de 100 emendas ao Projeto de Lei Complementar nº 92/2025, aprovado em primeira votação no dia 5. Muitas dessas sugestões surgiram após audiências públicas realizadas com moradores e comerciantes locais, buscando refletir a opinião da comunidade.
Segundo o presidente da Câmara, Carlo Caiado, a reunião foi fundamental para ajustar pontos considerados prioritários antes da próxima votação em plenário. Ele destacou a produtividade do encontro, que permitiu às equipes legislativa e técnica dialogar para aprimorar a legislação que impacta uma região de grande simbolismo para a cidade. A fase seguinte será a discussão e votação da proposta no plenário municipal.
Entre as mudanças em pauta, há uma emenda do próprio Caiado que condiciona a transferência da Cidade do Samba à definição de uma nova área na mesma região, com o objetivo de otimizar a logística para os desfiles e facilitar o acesso dos carros alegóricos ao Sambódromo.
Outro ponto que avançou nas negociações trata da requalificação da Vila Operária Salvador de Sá, reconhecida como a primeira experiência de habitação social no Brasil, inaugurada em 1906. Essa proposta recebeu apoio de vereadores de diferentes correntes políticas, incluindo Pedro Duarte e Maíra do MST, resultando em uma autoria conjunta.
Pedro Duarte também apresentou uma emenda que cria um comitê de acompanhamento das intervenções urbanísticas, com integrantes da prefeitura, moradores e comerciantes. A proposta já conta o aval da administração municipal. Segundo Duarte, a iniciativa surgiu de demandas levantadas durante audiência pública, reforçando a importância de a comunidade participar ativamente das mudanças no bairro.
A posição atual do projeto determina que ele ainda precisará passar por uma segunda votação na Câmara antes de ser encaminhado para sanção pelo Executivo municipal.
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