As bicicletas e motocicletas elétricas vêm ganhando espaço no cenário urbano brasileiro, refletindo aumento na procura e nas vendas desses veículos. Dados recentes indicam que as buscas pela expressão “motos elétricas” superaram sete milhões nos últimos doze meses e registraram crescimento de 22% no último trimestre nas pesquisas online. No mesmo período, as unidades emplacadas cresceram aproximadamente 20,5%, totalizando 7.133 unidades em 2025, conforme levantamento da Fenabrave. Este movimento acompanha a expansão do interesse por parte dos consumidores, sobretudo em regiões como o Rio de Janeiro, onde a procura se intensifica.
Em Niterói, a presença de interesse por esses veículos é notada nas concessionárias e lojas especializadas. No centro da cidade, o aumento na demanda por motos e bicicletas elétricas tem se refletido em maior movimento de clientes. Proprietários de lojas explicam que fatores como economia, agilidade e facilidade de circulação no trânsito dificultado por congestionamentos impulsionam a preferência por esses meios de transporte. Os modelos comercializados variam entre R$ 7.500 e R$ 10.000 e, entre as dúvidas mais frequentes, estão autonomia das baterias, tempos de recarga e disponibilidade de peças de reposição.
O crescimento do uso de veículos elétricos também contribui para o aumento da circulação nas ciclovias locais. Segundo dados de um sistema de monitoramento de bicicletas, uma das principais ciclovias na cidade atingiu o recorde de cerca de oito mil pedaladas em um único dia, marcando o maior fluxo nacional. Ainda na mesma região, uma loja especializada notou um incremento na procura por bicicletas elétricas, cujo preço varia entre cerca de R$ 4.000 e R$ 11.000, considerando baterias, autonomia e design. A autonomia das baterias permanece como uma das maiores dúvidas dos consumidores, que também costumam questionar sobre manutenção, garantias e segurança.
As orientações de segurança, como o uso de capacetes e respeito às sinalizações, são consideradas essenciais pelos lojistas, que reforçam a importância da educação no trânsito. Para usuários, a adoção de bicicletas elétricas traz benefícios econômicos e práticos no cotidiano, incluindo menores custos com combustível e facilidade de estacionamento, além de contribuir para a redução do tempo de deslocamento, especialmente em trajetos curtos.
Muitos que optaram por esses veículos destacam a redução na rotina de deslocamento e os ganhos econômicos, porém reforçam a necessidade de cuidados como o uso de capacetes, controle de velocidade e respeito às regras de trânsito para evitar acidentes. O entendimento sobre a relação entre segurança e praticidade é considerado fundamental por consumidores e comerciantes.
Segundo a legislação vigente, bicicletas elétricas que atendem aos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito não exigem habilitação ou registro, pois possuem pedal assistido e limites de velocidade compatíveis. Já as motos elétricas que se enquadram como ciclomotores requerem carteira de habilitação na categoria A, além de registro, emplacamento e autorização específica. Os veículos elétricos, comparados aos tradicionais, também apresentam menor custo de manutenção, reforçando seu papel como alternativa viável para enfrentar o desafio do trânsito urbano. A tendência é que esses veículos se consolidem como parte da rotina de quem busca mobilidade eficiente e econômica nas cidades brasileiras.
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