A Prefeitura do Rio iniciou medidas para impedir novas invasões e saques em um prédio de oito andares localizado no Rio Comprido, que permanece abandonado há aproximadamente cinco anos. Após o fechamento oficial do antigo edifício do Inmetro, a administração municipal realizou ações de fechamento completo do imóvel, em parceria com a Superintendência do Patrimônio da União, que atualmente é responsável pelo local, visando evitar ocupações ilegais até a transferência do imóvel ao Arquivo Nacional, prevista para os próximos meses.
Nos últimos meses, o edifício vinha sendo alvo de invasões, saqueamentos e uso irregular por parte de usuários de drogas, o que agravou a deterioração da área ao redor. Moradores da região relataram dificuldades envolvendo furtos, circulação não autorizada no prédio e incidentes de violência relacionados à situação de abandono. Para tentar frear essa realidade, uma vistoria foi realizada na manhã desta quarta-feira por representantes da prefeitura, incluindo o vereador Pedro Duarte, o secretário municipal Daniel Soranz, além de membros da Subprefeitura do Centro e da Secretaria Municipal de Conservação, órgão responsável pelas obras de controle no imóvel.
Durante a inspeção, a equipe também encaminhou um ofício ao Ministério Público Federal, detalhando os problemas e reforçando a documentação recolhida, que inclui fotos e vídeos. O levantamento aponta uma sequência de ações criminosas que vêm causando preocupação e medo na comunidade local.
Embora conhecido como “prédio do Inmetro”, a estrutura nunca foi propriedade oficial do instituto. A edificação, de propriedade da União, foi cedida ao órgão federal na década de 1990, por meio de contrato firmado com o antigo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER). Em 2021, a gestão do imóvel foi oficialmente devolvida ao governo federal, sendo entregues as chaves em 2022, e desde então, o espaço está sob responsabilidade da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, embora nunca tenha sido equipado ou utilizado de forma efetiva.
A expectativa é que, após a cessão ao Arquivo Nacional, novas intervenções ocorram no local, consolidando a ocupação adequada e a recuperação da área.
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