A Polícia Federal iniciou uma operação nesta sexta-feira que visa apurar irregularidades no setor de combustíveis, envolvendo suspeitas de sonegação fiscal, ocultação de patrimônio, fraudes financeiras e evasão de recursos ao exterior. Entre os principais investigados estão o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit, responsável pela antiga Refinaria de Manguinhos.
A ação policial foi realizada em três estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, com mandados de busca e apreensão em residências e empresas. Uma das residências alvo foi o condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A operação recebeu autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Além das buscas, a Justiça ordenou o bloqueio de ativos financeiros referentes a mais de R$ 52 bilhões ligados ao grupo Refit, além da suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas e da inclusão do empresário na lista de procurados internacionalmente pela Interpol.
Conforme informações dos investigadores, as operações financeiras do grupo teriam utilizado mecanismos de ocultação de patrimônio e movimentação de recursos para dificultar a fiscalização. A investigação ganhou força após a Refit obter, em 2023, incentivos fiscais durante a administração de Cláudio Castro, para ampliar o mercado de óleo diesel. As apurações revelam conexões entre o envolvimento do grupo e o governo estadual, além de investigarem possíveis ligações com organizações criminosas na região.
Ricardo Magro, de 51 anos, é advogado e empresário no ramo de combustíveis, controlador de uma das maiores redes do setor no Brasil. Residente desde 2016 em São Paulo, ele atribui as ações policiais a uma suposta perseguição institucional, negando irregularidades. O empresário já figurou em investigações federais anteriores relacionadas a desvios em fundos de pensão ligados à Petrobras, além de estar sob suspeita em investigações envolvendo grupos criminosos no mercado de combustíveis. Sua empresa também foi alvo de ações regulatórias e questionamentos por atividades como refino e adulteração de combustíveis.
Segundo a Polícia Federal, a operação visa desmantelar um esquema por meio do qual empresas suspeitas buscavam dissimular patrimônio e enviar recursos de forma irregular ao exterior. O apoio técnico da Receita Federal foi fundamental para a realização das diligências. No momento, o cenário aponta para uma continuidade das investigações, com possíveis novos desdobramentos relacionados às irregularidades no setor de combustíveis e às ligações com agentes públicos e organizações criminosas.
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