A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta sexta-feira uma denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A acusação refere-se a vídeos publicados por Zema em redes sociais, nos quais o ex-governador faz sátiras envolvendo magistrados da Corte, especialmente relacionadas ao caso do Banco Master.
A denúncia foi protocolada no final do dia e ainda aguarda atribuição de relator no STJ. De acordo com a PGR, os conteúdos divulgados por Zema extrapolaram o campo da crítica política, ao imputar falsamente condutas criminosas ao ministro Gilmar Mendes, configurando, assim, o crime de calúnia.
Os vídeos em questão, intitulado “Os intocáveis”, apresentam Zema fazendo referências indiretas ao Supremo Tribunal e questionando suas decisões recentes. O conflito entre o ex-governador e Gilmar Mendes se intensificou nas últimas semanas, após trocas públicas de declarações entre ambos. Gilmar Mendes criticou as manifestações de Zema, ironizando o sotaque do político mineiro e lembrando que o governo de Minas Gerais contou com decisões liminares do STF, especialmente no que diz respeito à suspensão do pagamento de dívidas do estado com a União.
A situação se agravou após Gilmar Mendes solicitar que Zema fosse incluído no inquérito das fake news, conduzido por Alexandre de Moraes. Em resposta à denúncia da PGR, Zema divulgou uma nota na qual afirmou que “os intocáveis não aceitam críticas” e reafirmou sua intenção de manter suas posições contra membros do Supremo. Ele declarou ainda que “não vou recuar um milímetro” e criticou a suposta resistência dos integrantes do Tribunal em prestar contas de suas ações.
Atualidade e desdobramentos indicam que Zema continua sua postura de críticas ao STF, especialmente em eventos públicos e redes sociais, buscando apoio entre segmentos conservadores que contestam as decisões judiciais. O andamento do processo e as possíveis consequências ainda estão por ser definidos pelo tribunal.
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