No primeiro dia de arrecadação digital para as eleições deste ano, o estado do Rio de Janeiro destacou-se como principal ponto de captação de recursos entre os pré-candidatos proporcionais. Até as 9h16 deste sábado, dois políticos fluminenses lideravam as doações recebidas em âmbito nacional.
O vereador carioca Pedro Duarte, filiado ao PSD e pré-candidato a deputado estadual, liderava o ranking com R$ 43.734 arrecadados até o momento. Na sequência, aparecia o deputado federal Daniel Soranz, também do PSD e candidato à reeleição, com R$ 30.039 captados. Ambos demonstram uma estratégia de participação do partido do ex-prefeito Eduardo Paes na disputa por espaço na arrecadação online, competindo com legendas tradicionais nesse tipo de captação, como o Novo e o recém-chegado Missão, que participa de sua primeira eleição e já conta com histórico de arrecadações em campanhas anteriores.
A expectativa para o cenário majoritário também apontava a alta captação de Renan Santos, do Missão, que manifestou interesse na candidatura à Presidência da República e já totalizava R$ 97.091 até o mesmo horário.
O destaque de Pedro Duarte no universo de pré-candidatos a cargos proporcionais evidencia crescimento em seu desempenho de arrecadação. Em 2024, ainda pelo Novo, ele chegou a R$ 120 mil em doações pelo sistema de vaquinha digital até setembro, liderando entre os seus pares em todo o país. Neste primeiro dia de financiamento coletivo nesta eleição, ele já recebeu mais de 500 contribuições, ultrapassando o total de 218 doações registradas no início naquele ano. Até o momento, o número de doações ultrapassa 600.
O próprio vereador comemorou o resultado nas redes sociais, ressaltando a importância do apoio recebido e a confiança demonstrada na sua proposta de fazer política de forma independente, com trabalho e compromisso com o Estado do Rio.
Desde 2018, as campanhas eleitorais podem utilizar plataformas de arrecadação digital, regulamentadas pela Resolução TSE nº 23.607/2019. Essas ferramentas permitem que candidatos coletem recursos online, sendo que os valores só podem ser utilizados após homologação da candidatura. Caso o pré-candidato desista antes das eleições, as plataformas devem devolver as doações aos contribuintes. O descumprimento das regras pode acarretar na rejeição das contas pela Justiça Eleitoral.
As doações seguem limites estabelecidos por legislação, como o teto de 10% da renda bruta do doador no último ano e valor máximo de R$ 1.064 por contribuição. Em 2022, 1.810 candidatos utilizaram esse método e arrecadaram R$ 14,6 milhões, representando uma parcela ínfima (0,1%) do total de recursos recebidos pelas campanhas naquele ano.
Para a atual eleição, sete plataformas estão autorizadas pelo TSE a operar vaquinhas digitais. Destas, duas concentram a maior parte das doações iniciais: a “Doar Para”, usada por Pedro Duarte, e a “Quero Doar”, adotada por Daniel Soranz e Renan Santos. Entre os candidatos ao Senado que atuam no estado do Rio Grande do Sul, o maior montante até o momento foi registrado pelo representante do Novo, Marcel van Hattem, com R$ 91.313 arrecadados.
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