Na última quinta-feira, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro realizou uma audiência pública para discutir a implementação de uma nova taxa de turismo na cidade de Angra dos Reis. A cobrança, prevista para começar em 1º de junho de 2026, estabelecerá uma taxa fixa de R$ 50 por pessoa, válida por 30 dias, para entrada tanto no continente quanto nas ilhas do município. Em estudo elaborado pela prefeitura para fundamentar a medida, a proposta inicial indicava uma tarifa de R$ 2,70, destinada ao fundo de preservação ambiental de Ilha Grande, enquanto a legislação aprovada prevê o uso da receita para o caixa geral do município.
Durante o encontro, representantes do setor turístico argumentaram que a taxa pode prejudicar a economia local e dissuadir visitantes. Segundo eles, a cobrança elevada terá impacto direto nos serviços utilizados por turistas, como transporte marítimo, alimentação e hospedagem, além de afetar trabalhadores da cadeia turística, como barqueiros e comerciantes.
O presidente da comissão, deputado Jorge Felippe Neto, afirmou que essa cobrança não oferece retorno à população e representa um ônus para toda a comunidade envolvida na atividade turística da região. O representante da Associação dos Meios de Hospedagem de Ilha Grande (AMHIG), Frederico Britto, ressaltou a injustiça da medida, alegando que o valor pode dificultar o acesso de famílias ao destino e afastar visitantes. Ele também reforçou que o desenvolvimento sustentável do turismo deve estar aliado à gestão eficiente, e não à taxação. A entidade continuará atuando contra a medida, defendendo uma abordagem voltada à preservação da Ilha Grande sem prejudicar a economia local.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



