Na tarde desta terça-feira (19), o senador e pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), compartilhou um primeiro trailer do filme ‘Dark Horse’, que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, antes de assumir o cargo máximo do Executivo brasileiro. O vídeo, de baixa qualidade e com vazamento parcial, foi divulgado por Flávio nas redes sociais.
A produção tem previsão de estreia para setembro deste ano e foca em eventos do período eleitoral, especialmente no episódio da tentativa de homicídio contra Jair Bolsonaro, ocorrida em 2018. O ataque, realizado por Adélio Bispo de Oliveira, é apresentado no filme como parte de uma hipótese de conspiração, sugerindo uma tentativa de prejudicar a candidatura do então candidato. Segundo o roteiro, a ação teria sido orquestrada pelo “sistema”, numa narrativa que sugere uma trama maior envolvendo forças externas ao governo em exercício na época, que era liderado por Michel Temer (MDB).
‘Dark Horse’ busca retratar o atentado como ponto central da narrativa, reforçando uma versão conspiratória da tentativa. O filme pretende explorar essa narrativa, embora o caso tenha sido, em 2020, encerrado pela Polícia Federal, que concluiu que Adélio agiu sozinho e independentemente. Na ocasião, as investigações que envolveram interceptações telefônicas e análises financeiras confirmaram essa conclusão. Atualmente, Adélio encontra-se sob custódia na Penitenciária Federal de Campo Grande, diagnosticado com Transtorno Delirante Persistente.
A iniciativa de divulgar o filme gerou reação de setores da oposição. O deputado federal Rogério Correia (PT), em parceria com o Grupo Prerrogativas, entrou com um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir o lançamento de ‘Dark Horse’ antes das eleições. Essa tentativa visa evitar que o filme influencie negativamente a imagem dos candidatos e distorça a percepção do eleitorado em relação à família Bolsonaro durante o período eleitoral.
O título ‘Dark Horse’ traduzido como “azarão”, remete à ideia de um candidato desacreditado, que “correrá contra a maré”. A escolha do nome reforça a narrativa do filme, vinculando-a à ideia de Jair Bolsonaro como uma figura de pouco apoio, que enfrentou obstáculos e adversidades durante sua trajetória política, especialmente no episódio da facada.
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