maio 19, 2026
maio 19, 2026
19/05/2026

Primeira usina de energia solar em favela de Niterói deve iniciar operações em junho

A comunidade de Boa Vista, em Niterói, será a primeira favela no Brasil a receber uma usina de energia solar, conforme anunciado pela administração municipal. A previsão é que a operação do empreendimento seja iniciada em junho deste ano. Na terça-feira (19), o prefeito Rodrigo Neves vistoriou o local, durante uma atividade do programa Prefeitura Móvel, que começou no dia anterior no Horto do Fonseca.

Durante a visita, o chefe do executivo explicou detalhes financeiros e ambientais do projeto. Ele destacou o investimento de R$ 10 milhões na instalação de uma usina de energia solar, a primeira em uma comunidade de baixa renda no país. Segundo Neves, o empreendimento deve gerar economia de cerca de R$ 1,6 milhão por ano na conta de energia da prefeitura, retornando o investimento em até sete anos. O prefeito também mencionou ações ambientais realizadas na região, como o plantio de mais de 100 mil árvores ao longo da última década.

A vice-prefeita e secretária municipal de Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan, acompanhou a inspeção e comentou os benefícios estruturais do projeto. Ela ressaltou a instalação de 3.400 painéis solares, que além de contribuir com a sustentabilidade, oferecem benefícios práticos, como a prevenção de incêndios e a captação de água da chuva para a manutenção dos equipamentos. Swan apontou ainda que a iniciativa posiciona Niterói na liderança de projetos de inovação em energia e resiliência climática.

O sistema composto por mais de dois mil painéis fotovoltaicos terá capacidade de gerar aproximadamente 150 mil kWh por mês, energia suficiente para abastecer equipamentos públicos municipais. Essa produção visa diminuir custos operacionais do serviço público e ampliar as metas de sustentabilidade na cidade.

O projeto inclui, ainda, um sistema de captação, armazenamento e reutilização de água pluvial. A água coletada será destinada exclusivamente à limpeza e manutenção das placas solares, promovendo maior eficiência no uso dos recursos naturais.

Moradores e representantes comunitários manifestaram otimismo quanto aos impactos sociais da iniciativa. Victor Barcelos, presidente da Associação de Moradores do Morro do Boa Vista, afirmou que a comunidade está animada com o projeto, destacando que ele promoverá oportunidades de emprego e capacitação na área de energia solar, especialmente para os jovens do local.

No mesmo evento, também foi assinada a contratação de uma empresa responsável pela reforma dos centros comunitários e da sede da associação local. Os trabalhos previstos incluem melhorias na drenagem, pavimentação de vias, instalação de guarda-corpos e reestruturação de acessos às vielas, visando também à contenção de encostas.

A equipe oficial finalizou a visita inspecionando as obras de estabilização de taludes na Rua Silveira da Mota, que envolvem a instalação de cortinas atirantadas, solo grampeado e canaletas de drenagem. Essas ações buscam reduzir riscos de deslizamentos e minimizar os impactos de temporais na região.


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