junho 14, 2026
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14/06/2026

OMS declara emergência de saúde pública por surto de ebola na RDC e Uganda

Na terça-feira (19), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que os surtos de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda já atingem cerca de 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas. Apesar de apenas 51 infecções terem sido oficialmente confirmadas até o momento, a organização reconhece a possibilidade de a disseminação da doença ser mais ampla do que os números oficiais indicam.

Em Uganda, duas confirmações foram feitas na capital, Kampala, ambas envolvendo indivíduos que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos casos resultou em óbito, e o outro, de origem norte-americana, foi transferido para a Alemanha para tratamento. A OMS acompanha a situação de perto, destacando preocupações quanto ao aumento potencial de casos e mortes.

Durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que fatores como a circulação do vírus por um período prolongado antes da identificação oficial, o surgimento de infecções urbanas e casos entre profissionais de saúde podem contribuir para a gravidade da situação. Ele também ressaltou a instabilidade na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, onde conflitos armados agravados desde o final de 2025 têm provocado deslocamentos de quase 100 mil pessoas, dificultando ações de controle da doença.

O vírus atual responsável pelos surtos é a variante Bundibugyo, para a qual ainda não há vacinas ou tratamentos aprovados. A OMS mantém equipes presentes nas regiões afetadas, oferecendo suporte técnico, recursos e insumos às autoridades locais.

A emergência de saúde internacional foi declarada à medida que o surto se expandiu desde o início do mês, quando autoridades da RDC identificaram uma doença de alta mortalidade na região de Mongbwalu, também em Ituri. Testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus, posteriormente classificado como do tipo Bundibugyo. No dia 15, o governo congolês oficializou o 17º surto no país, enquanto Uganda anunciou a ocorrência de um caso importado, envolvendo um congolês que faleceu na capital ugandesa.

Diante do cenário, a OMS reforça a gravidade do problema, considerando as transmissões em ambos os países uma emergência de saúde pública de importância internacional.


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