Uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro investigou uma organização criminosa envolvida na clonagem de cartões de crédito e lavagem de dinheiro, revelando um esquema que movimentou aproximadamente R$ 338 milhões entre 2017 e 2022. A operação ocorreu nesta quarta-feira (20), com a realização de diversos mandados nas zonas Norte e Oeste da cidade.
As investigações começaram após sinais de movimentação financeira incompatível com o perfil de um dos suspeitos, detectados por uma instituição bancária. Um dos envolvidos tentou realizar um saque de R$ 1 milhão, o que chamou a atenção das autoridades. Conforme apurado, o grupo praticava crimes estruturados, com núcleos responsáveis por captar ‘laranjas’, movimentar recursos ilegais, clonar cartões e lavar o dinheiro obtido de forma ilícita.
Durante a operação, os agentes apreenderam três veículos de luxo, cerca de R$ 250 mil em dinheiro vivo, além de munições e materiais que serão submetidos à análise. Até o momento, duas pessoas foram presas, e a polícia identificou que parte dos suspeitos apresentava padrão de vida incompatível com seus rendimentos declarados.
Especialistas indicam que golpes envolvendo cartão de crédito continuam entre os mais frequentes no ambiente digital. Técnicas comuns incluem a cópia de dados para compras online, criação de cartões virtuais e o uso de informações obtidas por aplicativos ou sites falsos. Para evitar prejuízos, recomenda-se aos consumidores monitorar notificações bancárias, acompanhar extratos e evitar clicar em links suspeitos ou compartilhar códigos por SMS.
Nos últimos anos, a expansão do comércio eletrônico e dos pagamentos digitais contribuiu para o crescimento de fraudes relacionadas ao Pix, cartões e aplicativos bancários, além de técnicas de engenharia social. Assim, mesmo com melhorias na segurança por parte das instituições financeiras, a atenção aos procedimentos de segurança dos usuários permanece essencial.
Ao detectar movimentações suspeitas, recomenda-se a ação imediata de bloquear o cartão, comunicar o banco, alterar senhas e registrar ocorrência policial. Dicas de proteção incluem ativar alertas de transações, evitar compartilhar códigos recebidos por mensagens e desconfiar de links enviados por mensagens ou e-mails não oficiais. Essas medidas ajudam a reduzir os riscos de prejuízo financeiro decorrente de golpes digitais.
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