Nesta terça-feira (19), a Prefeitura de Niterói realizou a 21ª fase da Operação Asfixia, focada na fiscalização de ferros-velhos clandestinos e na repressão à receptação de produtos roubados ou furtados na região do Fonseca. A ação, coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal, contou com a colaboração de diversas equipes e órgãos de segurança e controle, incluindo delegacias, a Polícia Militar, a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Durante a operação, a Vigilância Sanitária interditou um estabelecimento irregular na Rua Bonfim devido a irregularidades administrativas e sanitárias, além de aplicar sanções ambientais que determinaram o fechamento imediato. Paralelamente, equipes de fiscalização verificaram o encerramento definitivo de um ferro-velho no Morro do Abacaxi, que havia sido desativado em 2025.
Segundo o secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, a ação visa reduzir a circulação de mercadorias de origem ilícita, contribuindo para o enfraquecimento de estruturas criminosas vinculadas à receptação, além de reforçar a presença do poder público na comunidade. O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Júlio César da Silva Castro, destacou que essas operações têm impacto direto na diminuição do crime organizado e na melhora da sensação de segurança na cidade.
Desde o início do programa até maio do próximo ano, a Operação Asfixia realizou 21 ações, fiscalizando 41 estabelecimentos e levando à prisão ou condução de 18 pessoas às delegacias. Também foram interditados 21 locais, aplicadas 28 penalidades administrativas e feitas diversas apreensões, incluindo máquinas de jogos de azar, fios de cobre, gás, uma balança, cápsulas deflagradas e armas de fogo. Dentre os objetos recuperados há veículos e uma motocicleta com sinais de roubo ou furto, além de motores adulterados e materiais suspeitos de origem ilícita.
Delegados das delegacias de Icaraí e Fonseca ressaltaram que a operação é contínua e direcionada ao combate de atividades ilegais, reforçando a importância do trabalho integrado para aumentar a eficiência na repressão ao crime e ampliar a capacidade de investigação. Até o momento, as ações resultaram em autuações, bloqueios administrativos e penalidades financeiras que totalizam mais de R$ 50 mil em multas.
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