Na última quarta-feira, uma capivara que havia sido vítima de agressões por um grupo de oito homens foi devolvida à natureza após passar por um longo processo de recuperação. O animal foi liberado em uma reserva ecológica localizada na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Desde o episódio ocorrido em março, a capivara esteve sob cuidados contínuos da Patrulha Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), situado na Estácio Vargem Pequena. Durante esse período, a equipe veterinária acompanhou sua recuperação, após o animal apresentar traumatismo craniano e uma lesão grave em um dos olhos.
A intervenção especializada conseguiu tratar os ferimentos e reabilitar o animal, que, mesmo com a perda parcial da visão, estava apto a retornar ao ambiente natural. A liberação foi motivada pelo risco de atropelamento na área urbana, além do estado de saúde do roedor, considerado estável após o tratamento.
O ataque à capivara, registrado por câmeras de segurança, ganhou atenção nacional. As imagens, datadas de março, mostram o momento em que o animal está na orla do bairro do Jardim Guanabara, sendo cercado e agredido com golpes de pau por um grupo de indivíduos. Após a tentativa de fuga, o animal foi atingido até cair ao chão, enquanto os responsáveis fugiam do local. O animal foi visto ferido na região na manhã seguinte, antes de se esconder em um terreno baldio, onde foi resgatado pela Patrulha Ambiental.
As investigações resultaram na prisão de seis adultos e na apreensão de dois adolescentes envolvidos no ataque. Essas pessoas, identificadas pelas autoridades, tiveram suas prisões convertidas em preventivas pela Justiça. Elas respondem por crimes ambientais, maus-tratos, caça ilegal, corrupção de menores e formação de quadrilha. Os adolescentes também respondem por infrações semelhantes e atualmente permanecem internados.
A capivara, que fazia parte de uma família da espécie que circulava pacificamente pelo bairro da Zona Norte por anos, estava integrada ao convívio da comunidade local até o ocorrido. Com sua reincorporação ao habitat natural, espera-se que o animal continue vivendo na região de forma segura.
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