O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Câmara dos Deputados forneça esclarecimentos em até 48 horas sobre a viagem do deputado Mário Frias ao Bahrein e aos Estados Unidos. A medida foi tomada após uma denúncia feita pela deputada Tabata Amaral, que levou o caso à corte.
De acordo com o parlamentar, sua viagem ao Bahrein, na semana passada, teve como objetivo discutir possíveis investimentos no Brasil. Atualmente, ele se encontra nos Estados Unidos, onde busca oportunidades relacionadas à segurança pública. Frias afirmou estar em processo de retorno ao país e garantiu que está disponível para prestar esclarecimentos, destacando que possui vínculo familiar no Brasil.
A decisão de notificação foi assinada na quarta-feira (20), após tentativas frustradas do oficial de Justiça de localizar o deputado. Foram feitos cinco contatos com Frias e seu gabinete, incluindo ligações telefônicas e visitas ao endereço oficial, que revelou estar desocupado há dois anos. Conforme informações do porteiro, o parlamentar não reside na localidade desde então.
O ministro Flávio Dino concedeu o prazo de 48 horas para a Câmara apresentar respostas acerca de envio de verbas parlamentares destinadas a uma ONG vinculada à produtora responsável pelas gravações de uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação se refere a uma transferência de aproximadamente R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelo projeto do filme “Dark Horse”, ainda não lançado, que aborda a trajetória de Bolsonaro.
A origem da apuração vem de uma denúncia formal feita pela deputada Tabata Amaral, envolvendo possíveis irregularidades no uso dessas emendas. Frias defende a legalidade dos recursos, apresentando um parecer da Advocacia da Câmara que atesta a ausência de vícios formais no procedimento.
O caso veio à tona após a publicação de conversa por um site de jornalismo investigativo, revelando supostos pedidos de financiamento por parte do senador Flávio Bolsonaro à banqueiro para custear as gravações do filme, o que ele nega, afirmando que os valores eram de origem privada.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.


