O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou a remoção de documentos históricos do antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), que foi desativado em 2009. A ação, conduzida pelo Arquivo Público do Estado, começou nesta quinta-feira (21/05) e envolveu a retirada de 196 livros e cerca de 137 metros lineares de arquivos. Entre os itens recolhidos estão registros de entrada e saída de corpos de 1960 a 1990, plantas do edifício e fotos da inauguração da estrutura. Uma nova etapa de retirada está programada para a primeira metade de junho.
Entre os documentos removidos, há pastas com arquivos funcionais de investigadores policiais das décadas de 1930 a 1950, vinculados às polícias políticas como DESPS e DPS, órgãos que precederam o DOPS. A operação faz parte de um trabalho coordenado por um Grupo de Trabalho (GT DOPS), envolvendo ainda a Secretaria de Polícia Civil, o IPHAN, o Ministério Público Federal e organizações da sociedade civil, como o Coletivo Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro, além do Grupo Tortura Nunca Mais. Desde novembro de 2024, esse grupo realiza ações voltadas ao tratamento dos documentos referentes às antigas instalações do DOPS e do antigo prédio do IML.
No caso do prédio do IML, equipes técnicas realizaram várias visitas para identificar e avaliar o acervo documental, que inclui materiais de órgãos ligados à Polícia Civil, como a Corregedoria do Estado e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Quanto aos documentos produzidos entre 1966 e 2009, o Ministério Público Federal analisa os procedimentos necessários para sua extração e preservação, enquanto os registros anteriores, datados de 1907 a 1965, já estão sob guarda do Arquivo Público. Todo o material recolhido está em processo de tombamento junto ao IPHAN.
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