Na próxima segunda-feira (25), está agendado um novo julgamento envolvendo Dr. Jairinho e Monique Medeiros, acusados do homicídio do menino Henry Borel, de 4 anos. Este será o segundo Tribunal do Júri realizado no centro do Rio de Janeiro, após a suspensão do primeiro, ocorrido em março deste ano.
O primeiro julgamento foi interrompido após a defesa de Jairinho solicitar adiamento devido à falta de acesso às provas do processo. A juíza responsável, Elizabeth Machado Louro, rejeitou o pedido, o que levou os advogados de Jairinho a deixar a sessão. Na mesma ocasião, Monique Medeiros foi libertada por excesso de prazo, embora seu advogado fosse contrário ao adiamento. Em abril, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal determinou a reintegração da prisão preventiva de Monique, que se entregou à polícia dias depois.
De acordo com as acusações, no dia 8 de março de 2021, Jairinho teria espancado até a morte Henry, enquanto Monique teria se omitido, contribuindo para o agravamento do homicídio. Além disso, o Ministério Público aponta que Jairinho submeteu a criança a outros episódios de violência física e mental nos meses anteriores, incluindo três ocasiões em fevereiro de 2021. Jairinho é denunciado por homicídio qualificado por crueldade, além de três acusações de tortura, enquanto Monique responde por homicídio por omissão qualificada, alegadamente motivada por torpeza e recursos que dificultaram a defesa de Henry.
A sessão prevista para o dia 25 contará com a participação de pelo menos 15 jurados. O procedimento será iniciado com o depoimento de testemunhas de acusação e defesa, seguidos por esclarecimentos de peritos, eventuais confrontações e o interrogatório dos acusados. O Ministério Público terá até duas horas e trinta minutos para apresentar sua acusação, e a defesa também terá o mesmo tempo. Depois disso, poderão ser feitas réplica e tréplica. Ao final, os jurados deliberarão sobre a autoria e a materialidade do crime, e a decisão será unânime ou por maioria, dependendo do entendimento dos votos.
O pai de Henry, Leniel Borel, manifestou preocupação com a possibilidade de nova interrupção do julgamento, diante de declarações de advogados de Jairinho sobre a chance de abandono da sessão. Ele afirmou que tal atitude representaria uma afronta à justiça e à memória de seu filho.
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