Na última semana, a Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que não há marcas de frenagem na via onde ocorreu o atropelamento fatal de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos. Para determinar as circunstâncias do acidente, as autoridades estão analisando novas imagens de câmeras de segurança. O motorista de uma van, que oferecia serviços de entrega para uma empresa de comércio eletrônico, relatou inicialmente que tentou parar o veículo, mas uma falha mecânica teria travado a direção, resultando na perda de controle do veículo.
A delegada responsável pelo caso destacou a importância dos exames realizados no veículo, que podem esclarecer o que ocorreu antes e durante o acidente. Ela explicou que a perícia técnica pode contradizer as declarações do condutor ou de testemunhas, oferecendo uma análise precisa do momento. O motorista foi submetido a testes de alcoolemia e de drogas, ambos com resultados negativos.
A investigação já concluiu algumas perícias, mas ainda aguarda resultados adicionais para encerrar o inquérito. A delegada reforçou a necessidade de cautela, afirmando que ainda é cedo para atribuir responsabilidades, para evitar injustiças.
Imagens obtidas pelas equipes de investigação mostram a van se aproximando de uma calçada onde estavam Mariana e outros pedestres. A jovem recém-chegada ao Rio pretendia criar-se na cidade e iniciar uma carreira em uma multinacional. Os pais de Mariana, Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, têm cargos de destaque no governo brasileiro e no serviço diplomático.
Durante o acidente, outros pedestres, incluindo uma mulher, também ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Municipal Miguel Couto, recebendo alta posteriormente. O corpo de Mariana foi sepultado em São Paulo na última quinta-feira, encerrando o ciclo de homenagens.
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