O Bourbon Festival Paraty está em sua 16ª edição, ocorrendo entre os dias 29 e 31 de maio na cidade histórica do Rio de Janeiro. O evento reúne estilos musicais como jazz, blues, soul, R&B e música brasileira, aproveitando diferentes espaços do Centro Histórico para suas apresentações. Ao todo, a programação inclui mais de 60 atrações tanto nacionais quanto internacionais, distribuídas em múltiplos palcos, igrejas e pontos urbanos de destaque.
Promovido pelo Bourbon Street Music Club, uma casa de shows reconhecida por sua pegada no estilo musical de Nova Orleans, o festival conta com apoio da Enel Rio. São mais de 12 horas diárias de música, com eventos que variam de shows a intervenções de street bands, músicos itinerantes e disc jockeys. A proposta é explorar não somente o palco, mas também a rua, promovendo uma experiência contínua ao longo de todo o período do evento.
A edição deste ano promove atividades em locais tradicionais do patrimônio de Paraty, incluindo o calçamento de pedra, classificado pela UNESCO como patrimônio cultural, natural e histórico global. Os palcos serão distribuídos por espaços como Matriz, Santa Rita, Igreja, Quadra e Largo do Rosário, além de pontos ao ar livre como Praças da Bandeira e do Chafariz, e até na Praia do Jabaquara e na Ponte do Pontal.
Um destaque da programação é a homenagem ao centenário do mestre do jazz Miles Davis, que contará com três tributos de artistas de renome. Entre eles, o guitarrista Mike Stern, que integra uma das formações lideradas por Davis na década de 1980, e álbuns como “Bitches Brew” terão releituras por músicos brasileiros e convidados internacionais, incluindo nomes ligados ao blues, R&B e soul.
A cena musical brasileira estará bem representada, com artistas de diferentes gerações e estilos. Nomes como Chico Chico, Ana Cañas e projetos instrumentais como Afro Jobim, com a participação de Toninho Horta, farão parte da programação. A cena local também terá seu espaço com a Orquestra Jazz Sinfônica Jovem de Paraty, grupos de gypsy jazz, swing, guitar players e formações que misturam rock, samba e outros ritmos brasileiros.
A rua desempenha papel central no festival, com apresentações ao nível do chão, promovidas pelos projetos Jazz na Kombi e Little Beast, que eliminam a tradicional separação entre palco e público. O projeto Amigos da Cacilda, formado por músicos que iniciaram suas carreiras durante o evento de 2022, retorna com uma proposta autoral, reforçando a ligação com a comunidade.
Além da música, a programação inclui uma exposição fotográfica chamada MATRIZ: frequência coletiva, com imagens de Pedro Guida e Roger Sassaki, que retrata os músicos e instrumentistas que participam do festival. O evento também adota ações voltadas à sustentabilidade, alinhadas à Agenda 2030 da ONU, envolvendo gestão de resíduos com cooperativas locais, reaproveitamento de materiais, neutralização de carbono e iniciativas de reciclagem, como o Projeto Siri, que visa a implementação de uma logística reversa por meio de ecopontos e cooperativas de catadores.
A programação detalhada inclui shows específicos para cada dia e local, com eventos que vão desde a abertura oficial na sexta-feira até o encerramento no domingo, sempre promovendo a diversidade de estilos e a integração entre artistas e o público. O evento visa consolidar Paraty como palco cultural e refletir a influência de Nova Orleans na música mundial, durante toda sua duração.
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