maio 27, 2026
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27/05/2026

Caixa oferece terreno de 2,5 mil m² na Zona da Leopoldina com potencial para arranha-céus

O Fundo de Investimento Imobiliário da Caixa Econômica Federal iniciou consulta ao mercado para venda de um terreno de 2,5 mil metros quadrados na Avenida Francisco Bicalho, na Região Portuária do Rio. Avaliado em cerca de R$ 27,5 milhões, o imóvel é considerado estratégico devido à sua localização privilegiada e potencial de verticalização, posicionando-se como uma oportunidade de investimento em uma área em expansão.

Situado na operação urbana do Porto Maravilha, o terreno possui autorização para construções de grande porte, mediante a aquisição de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Para viabilizar construções no local, o comprador deve adquirir um mínimo de 15 mil Cepacs, o que possibilita a edificação de edifícios de até 50 pavimentos, com altura de aproximadamente 150 metros. Essa capacidade construtiva reforça o potencial de desenvolvimento de projetos de alta densidade na região.

Anteriormente, uma parte do mesmo terreno esteve envolvida em planos para o projeto das Trump Towers Rio, uma iniciativa comercial anunciada durante visita de empresários estrangeiros ao país. O empreendimento, associado ao empresário Donald Trump Jr., previa a construção de cinco torres de 38 andares, mas a proposta foi cancelada antes de sua realização.

A venda ocorre em uma área que registra forte atratividade no mercado imobiliário local. A avenida, que movimenta mais de 300 mil pessoas diariamente, conecta o Centro do Rio às principais vias de acesso da cidade, incluindo a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói. Recentes melhorias na região incluem a inauguração do Terminal Intermodal Gentileza, a ênfase na proximidade com a Rodoviária do Rio e o desenvolvimento do novo Estádio do Flamengo.

Projetos de recuperação e revitalização na área também têm contribuído para a valorização. Além da revitalização da Estação Leopoldina, os investimentos totalizam cerca de R$ 89 milhões para restauração do patrimônio histórico e implementação de um polo habitacional de 700 moradias, com infraestrutura de saúde, educação, centro de convenções e a futura Fábrica do Samba, que abrigará várias escolas de desfile.


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