maio 27, 2026
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27/05/2026

Mortos no Jardim Catarina, moradores questionam ação policial sem confronto

Na manhã desta quarta-feira, dois homens foram mortos no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, o que gerou grande inquietação entre moradores da região. As vítimas, Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram considerados por familiares e vizinhos como indivíduos dedicados ao trabalho e à família. Ambos saíram de casa para exercer suas atividades profissionais quando foram atingidos por disparos de arma de fogo.

De acordo com relatos, Edivan, que também atuava como ajudante de Marcelo, fazia isso para contribuir com a renda familiar. Marcelo trabalhava como pedreiro e mantinha uma rotina intensa, sendo reconhecido pela comunidade por seu comprometimento. Moradores destacaram sua dedicação ao trabalho, bem como seu hábito de aproveitar os momentos com a família no tempo livre. Marcelo deixa esposa, filho e uma mãe doente. A violência que resultou na sua morte gerou questionamentos sobre a condução da ação policial, uma vez que moradores alegaram que não houve confronto no momento dos disparos e que objetos pessoais, como ferramentas e marmitas, estavam na mochila de Marcelo, sugerindo que ele poderia ter sido abordado de forma diferente.

Edivan, por sua vez, dividia seu tempo entre a atividade de pedreiro e a administração de um bar e uma pensão na mesma comunidade, negócios que mantinha com a esposa. Ele havia começado a trabalhar com Marcelo há cerca de três dias, conforme informações de familiares. Sua cunhada, Sueli Rodrigues, descreveu-o como uma pessoa esforçada, alegre e fácil de fazer amizades. Edivan deixa esposa, uma filha de 14 anos e havia se tornado avô há poucos meses, uma notícia que o deixava extremamente feliz. A família expressou o luto pela perda, destacando a impossibilidade de Edivan ver o crescimento do neto, pois ele era uma grande motivação para ele.

Até o momento, a investigação aponta que a ação policial resultou nas mortes sem confronto aparente, fato que continua a gerar revolta entre moradores e familiares, na medida em que questionam as circunstâncias e o procedimento adotado durante o episódio. A comunidade acompanha os desdobramentos e aguarda novas informações oficiais.


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