Na próxima quinta-feira, dia 28 de maio de 2026, ocorrerá uma mobilização em São Gonçalo que integra uma série de ações relacionadas à saúde pública e aos direitos das mulheres. O evento, promovido pelo Fórum de Mulheres Negras da cidade, consiste em uma caminhada que partirá às 15h da Passarela do Coelho, tendo como destino o canteiro de obras do Hospital da Mãe no bairro Colubandê, atualmente parado há mais de dez anos.
A manifestação visa cobrar a retomada definitiva do projeto do hospital, uma iniciativa originalmente planejada em 2013 para oferecer atendimento de alta complexidade, com capacidade para 800 partos e 10 mil consultas mensais. Desde o início, as obras enfrentaram constantes atrasos, envolvendo questões financeiras, auditorias e denúncias de desvios, o que resultou na interrupção das obras, que consumiram mais de R$ 10 milhões públicos.
O movimento é resultado de uma mobilização popular que conquistou emendas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, propostas pelo mandato de uma deputada estadual, que indicaram a necessidade de retomar o projeto. A caminhada busca fiscalizar a situação atual do hospital e pressionar as autoridades para que o projeto seja efetivamente concluído, garantindo assim o direito a uma assistência de saúde adequada às gestantes de São Gonçalo.
Além dessa ação, no sábado, dia 30, às 13h, ocorre o 2º seminário do Fórum Popular de Mulheres de São Gonçalo, na sede do Movimento de Mulheres, localizada na Rua Rodrigues Fonseca, no bairro Zé Garoto. O encontro, aberto a todas as mulheres, lideranças e grupos sociais, terá como tema “Maternar” e propõe uma discussão ampla sobre o cuidado, considerando a diversidade de experiências, incluindo redes de apoio comunitárias, maternidades neurodivergentes, adoções e a luta de mulheres negras e periféricas. O seminário busca fortalecer o protagonismo feminino e promover o debate sobre políticas públicas relacionadas ao tema.
Toda a programação é gratuita e visa estimular a participação coletiva na defesa de direitos sociais e de saúde, consolidando a organização de grupos feministas e comunitários na cidade. Essas ações reforçam o compromisso com o avanço de políticas públicas e o fortalecimento do protagonismo feminino em São Gonçalo.
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