Durante o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, pela morte do menino Henry Borel, uma testemunha destacou detalhes do atendimento inicial à criança no Hospital Barra D’Or. A médica pediatra Maria Cristina de Souza revelou que Henry chegou à unidade sem sinais de pulso, já em estado de morte clínica, mas a equipe de saúde decidiu persistir na tentativa de reanimação após um pedido do pai da criança, Leniel Borel. A profissional afirmou que as manobras de reanimação continuaram por aproximadamente duas horas, pois, em casos pediátricos, procedimentos de suporte costumam ser prolongados devido à esperança maior de recuperação.
No relato, a médica também observou hematomas e marcas roxas espalhadas pelo corpo de Henry ainda durante o atendimento. Questionada sobre a hipótese de que os ferimentos poderiam ter sido causados pelos procedimentos médicos, ela negou essa possibilidade. A testemunha descreveu ainda a postura de Monique Medeiros, que demonstrava estar em estado de choque, enquanto Jairinho permanecia ao lado dela durante o esforço de reanimação. A fase do julgamento, que recebeu o depoimento nesta quarta-feira (27), deve seguir com novos relatos de testemunhas e especialistas ao longo dos próximos dias, antes de ocorrer a fase final de debates entre acusação e defesa.
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