maio 28, 2026
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28/05/2026

Aumento de temperaturas reforça presença de borrachudos no Rio de Janeiro

Com o aumento das temperaturas e da umidade no Estado do Rio de Janeiro, a incidência de borrachudos voltou a ser uma preocupação para moradores e visitantes. Esses pequenos insetos, que se proliferam em regiões próximas a rios, cachoeiras e áreas verdes, tornam-se mais ativos durante períodos quentes e chuvosos, provocando incômodo por suas picadas dolorosas.

Diferente do mosquito comum, o borrachudo ataca perfurando a pele e liberando substâncias que desencadeiam reações inflamatórias mais intensas. Segundo uma dermatologista local, a alimentação do inseto provoca uma resposta alérgica significativa, ocasionando coceira forte, inchaço e possível aparecimento de manchas na pele. A especialista destaca que o processo de picada, aliado à reação do organismo, torna os sintomas mais acentuados.

Apesar de seus efeitos desconfortáveis, o borrachudo não é considerado vetor de doenças graves no Brasil. No entanto, cuidados inadequados podem levar a complicações, especialmente se a pessoa coçar excessivamente o local da picada, provocando inflamações ou infecções secundárias. A especialista reforça que o risco maior não está na picada em si, mas na reação que ela causa.

A maior frequência de borrachudos na região ocorre na primavera e no verão, devido às condições de calor e umidade que favorecem sua reprodução. Áreas com água corrente e vegetação densa concentram esses insetos, que se tornam mais ativos principalmente ao amanhecer e ao entardecer, dificultando o contato com ambientes de lazer ao ar livre.

Para evitar as picadas, recomenda-se o uso contínuo de repelentes, roupas de proteção que cubram braços e pernas e a redução da exposição em locais com alta presença de borrachudos. Instalar telas em janelas e manter ambientes ventilados também contribuem para dificultar sua presença.

Caso ocorra uma picada, é importante agir rapidamente para prevenir o agravamento dos sintomas. A especialista orienta que ações como coçar a região, aplicar receitas caseiras ou tentar tratar a inflamação de forma incorreta podem intensificar a irritação e facilitar possível infecção. Além disso, manchas que permanecem após a cicatrização relacionam-se à inflamação e ao trauma causado pela coçadura, sendo fundamental evitar manipular a área, tratar a reação inicialmente e protegê-la do sol.

Crianças e indivíduos com pele sensível tendem a apresentar reações mais fortes, com maior risco de inflamações e manchas. Em casos de inchaço intenso, dor forte, presença de pus, crostas ou múltiplas picadas com reação severa, é recomendado buscar avaliação médica para o tratamento adequado.


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