maio 28, 2026
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28/05/2026

Casos de SRAG crescem no Brasil por vírus sincicial, influenza A e rinovírus, alerta Fiocruz

O Brasil registra um aumento contínuo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), elevando o alerta em diversas regiões do país. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz indicam crescimento das hospitalizações em todas as faixas etárias, impulsionadas principalmente pela circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A.

Conforme o último Boletim InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica 20 (com registros de 17 a 23 de maio), a predominância de agentes infecciosos varia conforme o perfil etário. Para crianças até quatro anos, o VSR é o principal causador de internações. Entre crianças mais velhas e adolescentes, o rinovírus apresenta-se como a causa mais frequente, enquanto na população adulta e idosa, a influenza A lidera os registros de SRAG.

Apesar de os casos relacionados à Covid-19 permanecerem em queda na maior parte do território, há sinais de intensificação em locais como Ceará, Maranhão e Pará, indicando uma retomada da circulação do vírus nessas regiões.

Especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada por parte da população, especialmente dos grupos prioritários para vacinação. Vacinas contra influenza e VSR são destacadas como medidas de prevenção efetivas para evitar formas graves da doença e reduzir o risco de óbitos. A imunização contra o VSR é destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gestação, contribuindo para proteger recém-nascidos nos primeiros meses de vida. A vacinação contra a gripe tem como público-alvo idosos, crianças, gestantes, puérperas, pessoas com condições de saúde específicas e outros grupos de risco.

Além da imunização, recomenda-se a adoção de medidas preventivas contínuas, como cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos regularmente, evitar compartilhar objetos pessoais e usar máscara em caso de sintomas gripais.

A análise da última quinzenas aponta que todos os estados, exceto Rondônia, encontram-se em níveis de alerta, risco ou alto risco de SRAG. Além disso, 20 unidades federais apresentam tendência de crescimento nos casos, incluindo regiões do Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul. O vírus sincicial respiratório continua predominando sobretudo na Região Sudeste, Sudeste, Norte e parte do Nordeste, enquanto algumas áreas do Centro-Oeste já demonstram sinais de desaceleração.

A circulação de influenza A permanece em expansão na Região Sul e em diversos estados, como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins. Minas Gerais e Paraíba continuam apresentando números elevados, apesar de sinais de estabilização. Quanto ao rinovírus, há aumento de casos de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes de locais como Alagoas, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Santa Catarina.

Entre as capitais, 15 situam-se em níveis de alerta ou risco elevado, com tendência de crescimento nas notificações. São elas: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Macapá, Palmas, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e Teresina.

Nos últimos meses, o VSR assumiu o papel de maior agente responsável pelos casos positivos de vírus respiratórios em pacientes com SRAG, representando 47,6%. O rinovírus aparece como a segunda causa, com 23,9%, seguida pela influenza A, com 22,4%. Quanto às mortes, a influenza A responde pela maior parcela, com 51,2%, enquanto o rinovírus e o VSR representam 17,2% e 13,4%, respectivamente. A Covid-19 responde por 9,6% dos óbitos nesse período.

Desde o início do ano, foram notificados mais de 70 mil casos de SRAG, com cerca de 33 mil confirmados para algum vírus respiratório. Ainda há mais de 6 mil casos aguardando confirmação laboratorial, enquanto aproximadamente 25 mil foram descartados.

A incidência de SRAG permanece mais elevada entre crianças pequenas, devido ao VSR, enquanto a mortalidade concentra-se nos idosos, principalmente por influenza A. A baixa circulação de Covid-19 reflete um cenário de estabilização em todas as faixas etárias.

O InfoGripe, sistema de monitoramento do SUS, continua sendo uma ferramenta importante para orientar ações de vigilância e controle de vírus respiratórios em todo o país.


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